Piadas de Caipira

O carro da moça enguiça no meio do mato, onde havia apenas uma cabana com dois matutos, a quem ela pede ajuda. Eles foram tão prestativos, que ela resolve agradecer de uma maneira diferente e se oferece para os dois.

— Nóis topa! A gente nunca vê muié por aqui há um tempão!

— Só tem uma coisa — adverte ela, tirando duas camisinhas da bolsa — vocês vão ter de usar isto daqui, senão eu fico grávida!

Terminada a festa, a moça foi-se embora com o seu carro e os matutos ficaram dormindo até o dia seguinte. Lá por volta do meio-dia, um virou-se para o outro e disse:

— Você se importa se aquela moça engravidar?

— Eu não!

— Então vamo tirá esta porcaria do pinto?

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Um trilheiro pergunta para um caipira acompanhado de duas vacas, uma preta e uma branca:

— Essa sua vaca dá muito trabalho?

— Qual, a preta ou o branca?

— Ah, a preta.

— A preta dá muito trabalho.

— E a branca?

— Ah também.

— Essa vaca dá muito leite?

— Qual, a preta ou o branca?

— Ah, a preta.

— A preta dá muito leite.

— E a branca?

— Ah, também.

— Poxa, mas tudo que eu te pergunto você pergunta se é a preta ou o branca.

— É porque a preta é minha.

— E a branca?

— Também!

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Um caipira que tinha a maior fama de tarado conseguiu um emprego na fazenda do maior criador de vacas da região. Logo no primeiro dia, ele estava limpando o curral, viu uma máquina de ordenhar vacas toda moderna e começou a fuçar. Logo a máquina começou a chupar um de seus dedos. Com a mente suja que ele tinha, logo colocou o bilau na máquina, que começou a sugar incessantemente.

— Uia! Esse trem é bão demais, sô! — gritava ele, delirando com o novo emprego.

Até que ele chegou ao primeiro orgasmo, mas ainda estava cheio de vontade, logo teve outro orgasmo. Após já estar cansado ele fez força pra tirar o membro de lá, mas não conseguia de modo algum. Fez força pra lá, força pra cá e nada do bendito sair da ordenhadora.

Até que ele começou a procurar algum botão que desligasse aquela geringonça, mas só achou uma plaquinha: "Desliga-se automaticamente após 5 litros"

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O cumpadre há muito tempo estava de olho na cumadre e aproveitando a ausência do cumpadre, resolveu fazer uma visitinha para ver se ela não precisava de alguma coisa.

Chegando lá, os dois meio sem jeito, não estavam acostumados a ficar a sós, quase não falaram. E fica um grande silêncio. Depois de uns cinco minutos, o cumpadre se enche de coragem e resolve quebrar o gelo:

— Cumadre, que tu acha: trepemo ou tomemo um mate?

— Bão, cumpadre... — responde ela — Ocê me pegou sem erva...

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O caipira comprou um sítio no meio de um matagal e sozinho, começou a trabalhar. Capinou, arou, construiu um galinheiro, um pomar, fez uma horta e uma casinha de dar inveja aos seus vizinhos. Um dia, o padre resolveu aparecer por lá para pedir um donativo e comentou:

— Que belo trabalho vocês fizeram aqui!

— Vocês?

— Sim, você e Deus!

— Ah! Mas o senhor precisa ver como é que tava isso aqui na época que Ele cuidava sozinho!

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Depois de muito relutar e um tanto quanto a contra-gosto, o sujeito contrata o caipira para tomar conta do seu escritório. No primeiro dia de trabalho do caipira, ele passa a manhã toda fora e quando volta vai logo perguntando:

— Alguém esteve aqui?

E o caipira:

— Esteve sim, senhor!

— Quem?

— Eu.

E o sujeito, irritado:

— Não foi isso que eu perguntei. Eu queria saber se alguém entrou aqui neste escritório depois que eu saí.

— Entrou sim, senhor!

— Quem?

— O senhor!

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O caipira entra no consultório médico, com a esposa e 9 crianças à tira-colo, querendo saber um jeito de não ter mais nenhum filho.

— O senhor usa preservativos? — pergunta o médico.

— Preservativo? Qui negócio é esse, Dotô?

Muito prestativo, o médico explicou o que era e até deu algumas camisinhas para o caipira, que saiu de lá feliz da vida.

Seis meses depois, ele volta ao consultório com a esposa grávida, reclamando:

— Seu Dotô! O seu remédio é uma porcaria! Nóis já vamo tê otra criança...

— Mas o senhor usou os preservativos? — perguntou o médico, preocupado.

— Craro que sim, dotô... Eu usava todo santo dia! Só tirava pra mijá e pra trepá!

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Um caipira foi andar com seu carro na cidade, e tomava todo cuidado do mundo para não bater. Mas quando menos esperava, um caminhão bate na traseira do seu carro.

O caipira furioso diz:

— Seu mardito, agora ocê vai ter que paga a merda que ocê fez!

O caminhoneiro responde:

— Desculpe senhor! Olhe eu estou duro, mas meu patrão resolve com você, mas não sei se você vai conseguir falar com ele pois ele é americano.

— Não! Eu me reviro nessa parte — responde o homem.

O caipira ligou, chamou, chamou, até que o americano atendeu:

— Hello!

O homem bravo logo responde:

— Relou o caramba! Amassou foi tudo!

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O caipira estava tranqüilo, deitado na sala, fumando o seu sagrado cigarrinho de palha e assistindo televisão, quando o seu cumpadre passa e acena pela janela:

— Bom dia, Zé... tudo firme?

Ele vira para o amigo e diz:

— Não, cumpadre... Por enquanto é tudo futebor.

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O caipira leva a sua vaca para cruzar com o touro da vizinha. Depois de ajudá-los no que podiam, os dois ficam ali, pendurados na cerca, olhando os animais transarem. Aí o caipira muito do malandro, olha com malícia para a vizinha e comenta:

— Cumadre, eu tô doidinho pra fazer aquilo que o seu touro tá fazendo na minha vaca!

E ela:

— Entonces vai lá, cumpadre! A vaca não é sua?

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O caipira vai visitar seu compadre quando se assusta com a presença de um certo animal:

— Ô cumpadi, conhece o jacaré que eu acabei de comprá? É um Jacaré Chupadô!

— Jacaré Chupadô? Que diabo é isso?

— Dá só uma oiada!

Então o caipira abaixa as calças e o jacaré começa a fazer o serviço...

— Cumpadi, mas que coisa, nunca tinha visto isso!

— É... só tem uma coisa: na hora que ocê terminar, tem que bater na cabeça dele, senão o bicho não sorta — dizendo isso, dá uma paulada na cabeça do jacaré que se solta e mergulha pro lago novamente.

— E aí, cumpadi? Quer experimentar?

— Ói, cumpadi, eu até que experimento, mas ocê não vai dar uma paulada na minha cabeça não, né?

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O amigo chega pro Carzeduardo e fala:

— Carzeduardo, sua muié tá te traino co Arcide.

— Magina! Ela num trai eu não. Cê tá inganado, sô.

— Carzeduardo! Toda veiz que ocê sai pra trabaiá, o Arcide vai pra sua casa e prega ferro nela.

— Duvido! Ele num teria corage.

— Mais teve! Pode cunfiri.

Indignado com o que o amigo diz, o Carzeduardo finge que sai de casa, sesconde dentro do guarda-roupa e fica olhando pela fresta da porta. Logo vê sua mulher levando o Arcide para dentro do quarto pra começar a sacanage. Mais tarde, ele encontra com o amigo, que lhe pergunta o que houve. E então, o Carzeduardo relata cabisbaixo:

— Foi terrive di vê! Ele jogou ela na cama, tirou a brusa... e os peito caiu... Tirou a carcinha... a barriga e a bunda dispencaro... Tirou as meia... e apariceu aquelas varizaiada toda e as perna tudo cabiluda. E eu dentro do guarda-roupa, cas mão no rosto, pensava: "Ai... qui vergonha que tô do Arcide!"

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Cráudio estava sentindo fortes dores nas costas mas, como era caipira da gema, não queria ir ao médico de jeito nenhum. Até que, depois de sua mulher Gislaine insistir muito, ele concordou em ir. Mas ela fez questão de ir junto. Enquanto ele era examinado, sua esposa esperava do lado de fora.

E o médico disse após a consulta:

— Não é nada grave, só uma inflamação... Você coloca esse supositório e fica tudo bem!

— Brigado, dotô... — disse o caipira, saindo da sala.

Do lado de fora, Gislaine foi logo perguntando:

— I aí, Cráudio? Como foi, homi?

— Eu só perciso usá esse negóço aqui... Chama "suipostório".

— Mais comé qui si usa isso, homi?

— Uai... — disse ele, colocando a mão na cabeça — Sei lá eu, sô!

— Intão vorta lá, uai! Ocê tá pagano, ele tem qui ti ixpricá!

— Ai... O homi vai ficá brabo!

— Vai lá i num recrama, Cráudio!

E lá se foi o Cráudio:

— Dotô! Onde foi qui o sinhô mandô colocá o suipostório memo?

— No reto. Supositórios são para colocar no reto.

— Brigado, dotô... — disse ele, saindo da sala.

— I aí, Cráudio — perguntou Gislaine.

— Eu perciso colocá isso aqui no reto! — disse ele.

— Mais onde é qui fica esse negóço, Cráudio!

— Uai... Eu sei lá!

— Mais ocê tá pagano! Ele tem que ixpricá tudo! Trata di vortá e perguntá!

— Mas o homi vai ficá brabo, Gislaine...

— Vai logo, Cráudio!

E lá estava o caipira de novo na sala do médico.

— Ondi é memo qui tem qui colocá o troço, dotô?

— No reto — explicou o médico, calmamente — No final da coluna cervical...

— Brigado, dotô! — e saiu da sala.

— Pronto, Gislaine — explicou ele pra sua esposa — É só eu colocá no reto, qui fica no finár da coluna cervicár!

— Ai, Cráudio! Mais o que é essa tár de cervicár?

— Ih, isso eu já num sei...

— Intão vorta lá, home!

E lá se foi ele mais uma vez.

— Dotô... Disculpa... Mais onde foi memo que o sinhô falô pra infiá o negocinho?

— No cu, Cráudio! No cu! Enfia no cu!

Cráudio saiu da sala do médico e comentou com a esposa:

— Viu, Gislaine... Eu num falei que o homi ia ficá bravo?

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O sujeito estava no maior ronco, quando toca o telefone, em plena madrugada:

— Aqui é o Aristides, o caseiro da sua fazenda!

— O que houve Aristides, aconteceu alguma coisa grave?

— Nada não, doutor! Eu só queria avisar que o seu papagaio morreu!

— Meu papagaio? Aquele que ganhou o concurso no mês passado?

— Sim, este mesmo!

— Puxa, que pena! Eu havia pago uma pequena fortuna por ele... mas ele morreu de quê?

— Comeu carne estragada!

— Carne estragada? Quem deu carne estragada para ele?

— Ninguém... ele comeu de um dos cavalos que estavam mortos.

— Que cavalos?

— Dos seus cavalos puro-sangue! Eles morreram de cansaço, puxando a carroça d'água.

— Puxando a carroça d'água? Que água?

— Para apagar o fogo!

— Fogo? Onde?

— Na sua casa... uma vela caiu na cortina e ela pegou fogo.

— Vela? Mas quem foi acender vela lá em casa, se tinha eletricidade?

— Foi uma das velas do velório!

— Velório?

— É... o velório da sua mãe... ela chegou lá de madrugada sem avisar e eu atirei nela, pensando que era um ladrão!

— Ah, meu Deus...

O sujeito não aguentou e caiu duro no chão. O caseiro então comenta:

— Nunca vi alguém gostar tanto de um papagaio...

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Depois de dois anos que havia deixado a cidade no interior para vir para a capital, a mocinha recebe a visita dos pais no seu luxuoso apartamento.

— Minha filha, estou orgulhosa de você — comenta a mãe ao ver tanto luxo — E pensar que você chegou aqui com uma mão na frente e outra atrás! Como conseguiu tudo isso?

— Foi fácil, mamãe! Primeiro tirei a mão da frente, depois tirei a de trás também...

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