Piadas de Caipira

A mulher estava na estação ferroviária, doida para descarregar a bexiga. Olhava para o relógio a todo instante e, pela hora, o trem já deveria ter chegado na plataforma há pelo menos dez minutos. Ela se contorcia daqui, se contorcia dali, até que não agüentou mais e foi ao banheiro. Quando voltou, o seu trem havia chegado, mas já havia partido.

— Oh, não! — fez ela, sentando-se no chão e derramando-se em lágrimas.

Nisto o mineiro, solidário, aproximou-se dela:

— Ô, Dona! Purquê esta choradera?

— É que eu fui mijar e o trem partiu! — explicou ela.

— Uai, mas a sinhora já num nasceu com o trem partido?

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— Moço, o trem das cinco e quinze já passou?

— Já, sim senhora.

— E o das cinco e meia?

— Já, sim senhora.

— E o expresso mineiro, que hora vai passar?

— Daqui a meia hora.

— E o rápido paulista?

— Por que a senhora não diz logo qual é o trem que quer pegar e eu lhe digo quando ele passa?

— Eu não quero pegar trem nenhum, não, moço. Eu quero é atravessar a linha.

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Um caipira chega pro outro e diz:

— Mais homem, pra que tanto pote?

O outro responde:

— É que água das nossa região tá muito suja...

O outro pergunta:

— Mas o que isso tem a ver?

O dono dos potes reponde:

— Eu comprei 100 potes, pra nois temo água potável em casa!

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O caipira vai com a família passar uns dias na cidade. Ao chegar a um hotel, parou estupefato em frente ao elevador tentando entender para que servia uma porta com tanta luzinha piscando.

De repente, uma senhora bem velhinha entra no elevador, a porta se fecha e ela desaparece. Pouco depois a porta se abre novamente e o caipira dá de cara com uma garota lindíssima. Entusiasmado, ele grita para o filho:

- Josias, vá correndo chamar a sua mãe!

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Convidaram uma menina da roça para uma grande festa na cidade. Neste convite estava escrito: Usar roupa da moda.

Ela pensou: Eu não tenho roupa da moda, mas talvez meu vestido de 15 anos vire uma saia curta.

Dito e feito. Só tinha um problema, por somente usar calças, ela não tinha nenhuma calcinha. Após pensar muito ela pegou um saco de ração e costurou, fazendo assim, uma calcinha.

Quando pegou o ônibus, não havia nenhum banco vazio e o jeito foi ficar em pé, se segurando no ferro, o que às vezes deixava subir o vestido mostrando toda a calcinha. Incomodada com um velho que não tirava o olho da calcinha, ela irritada pergunta:

— O que é? Nunca viu uma calcinha não?

O velho responde:

— Escrito "ração pra pinto", não!

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Dois cumpadres foram conhecer a cidade grande bestificados com tanta novidade um vira para o outro e diz.

Cumpadi, vão simbora que isso num é lugar pra nois não sô, espia só comé que o pobre tá apanhando só porque cherô "farinha". Imagina só se o puliça disconfia que nois come!

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Um jornalista estava no Cazaquistão para fazer reportagens para o seu jornal. Em um lugarejo distante, encontrou um velhote e lhe perguntou:

— Você poderia me contar um fato da sua vida que você jamais esqueceu?

O velho homem sorriu e começou a sua história:

— Um dia, há muitos tempo atrás, minha cabra se perdeu na montanha.

Como é a tradição, todos os homens da cidade se reuniram para tomar vodca e partiram a procura da cabra. Quando finalmente a encontramos, de madrugada, bebemos mais uma dose de vodca e, como é de costume, todos os homens da cidade transaram com a cabra um por um. Foi inesquecível!

O jornalista lhe disse que o seu jornal dificilmente publicaria uma história assim e lhe pediu para contar outra, mais alegre.

O velho sorriu e disse:

— Um dia, a mulher do meu vizinho se perdeu na montanha. Como é a tradição, todos os homens da cidade se reuniram para tomar vodca e partiram a procura da mulher em questão. Como é de costume, quando finalmente a encontramos, todos os homens, da cidade transaram com a mulher do vizinho. Foi a maior diversão!

O jornalista não se deu por satisfeito e perguntou ao velho homem:

— Você não tem, então, uma história mais triste?

O velho homem baixou os olhos e começou:

— Um dia, eu me perdi na montanha...

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A mulher do caipira consegui emprego como doméstica na casa de uma socialite. No primeiro dia, limpando o quarto do casal, encontra uma camisinha. Foi então mostrar aquele estranho objeto para dona da casa:

— Patroa, patroa, que é isso?

A grã-fina, achando incrível a ignorância da empregada, pergunta com certa ironia:

— Ora, vocês lá na roça não fazem amor, não?

— Bão, fazê a gente faz, mas não chega a sair o couro deste jeito!

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Vinha o o playboy em seu jipe ultra-moderno, atravessando o sertão, ultrapassando todos os desafios quando, no meio do caminho se depara com um lago. Sentado na margem, bem sossegado, um caipira, fumando seu cigarrinho de palha.

— Ei caipira, diz aí: Este lago é muito fundo ou dá pra atravessar com o carro?

— Dá pra passá sim senhor. O lago é rasinho, rasinho, seu moço...

E foi o playboy. Engatou a primeira e tibum! Afundou na hora. Saindo do carro o garotão foi nadando até margem, puto da vida e foi tirar satisfação com o matuto:

— Pô cara, você não disse que o lago era raso?

— Pois é, sô... tamém num tô entendendo. Quando os pato tão na lagoa, a água só chega até cintura deles.

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Um alemão que vivia numa cidadezinha do interior, entrou na vendinha do Zé Pinhão e pediu uma caixa de fósforo:

— Gostarria de comprrrarr um caixinho de fosforro, porr favorrr.

Quando o estrangeiro saiu, Zé Pinhão disse para a esposa:

— Eta alemão burro! Já vai mais de um tempão que veio pros lado de cá e ainda não sabe falar "Forfi" direito sô!

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O caipira chega no consultório para fazer o exame de próstata, chegando lá o médico já pede para baixar as calças e diz:

— Olha vou começar o exame se doer o senhor grita, ok.

Começando o exame o caipira já resmunga.

— Dotor vô gritar.

O doutor pede calma e manda ele relaxar.

— Dotor vô gritar.

O Doutor já impaciente pede para ele relaxar.

— Dotor vô gritar.

— Dotor vô gritar.

Já bravo o doutor fala:

— Então grita vai!

O caipira se enche e grita:

— UUUUUUUUU trem bão sô!

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O caipira cortador de cana chegou para a mulher e falou:

— Nega, quase que esses quatro dedos foram para a merda!

E ela respondeu:

— Não me diga, escapou o facão?

— Não! Rasgou o papel higiênico.

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Um capiau dos matos, daqueles que se acha muito macho, mas muito ignorante, foi a cidade se divertir um pouco. Encontrou um parque de diversões, onde tinha uma barraca de tiro ao alvo. Chegando na barraca uma moça muito simpática veio atendê-lo, ele pegou a espingarda e pá, pá, pá, acertou todos os alvos. A moça sorrindo fala:

— O senhor acertou todos os alvos!

— Ué, e era para errar?

— Não, isso quer dizer que você tem direito a um prêmio.

— E o que é, que eu vou ganhar?

— Temos este ursinho de pelúcia, não é lindo?

— Bah! O que é que eu vou fazer com isso? Não sou mulherzinha, não tenho mulher, não tenho namorada, não conheço nenhuma mulher, não quero esta porcaria. Por que não tem um prêmio melhor?

Aí vendo, que o caipira não ía mais parar com aquele falatório, a moça dá para ele uma tartaruguinha como prêmio. Ele dá uma olhada, olha novamente o bichinho, e vai embora levando a tartaruga.

No dia seguinte ele retorna na mesma barraca, começa a jogar, atirando nos alvos e acerta todos novamente. A moça pergunta se ele quer ficar com o ursinho de pelúcia.

— Não quero essa porcaria, não sou mulherzinha, não tenho mulher, não tenho namorada...

A moça vendo que ía começar tudo outra vez, para encerrar aquela reclamação, pergunta:

— Então o que o senhor quer ganhar desta vez?

— Ah! Mê dá um sanduíche igual ao de ontem.

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