Piadas de Caipira

O caipira estava pescando no rio com a vara de pescar na mão e uma folhinha de capim na boca. De repente chega uma velhinha numa cadeira de rodas, se aproxima dele e puxa conversa. Conversa vai, conversa vem até que a velhinha diz:

- Olha pra mim, meu filho, eu nunca fui abraçada.

O caipira coloca a vara no chão, tira a folhinha de capim da boca, dá um abraço na velha e depois volta pra pescaria.

Depois de algum tempo a velha torna a dizer:

- Olha pra mim, meu filho, eu nunca fui beijada.

O caipira coloca a vara no chão, tira a folhinha de capim da boca, dá um beijo na velha e depois volta pra pescaria.

Depois de mais algum tempo a velha diz:

- Olha pra mim, meu filho, eu nunca fui amassada.

O caipira coloca a vara no chão, tira a folhinha de capim da boca, dá um amasso na velha e depois volta pra pescaria.

Passou-se mais um tempo e a velha diz:

Olha pra mim, meu filho, eu nunca fui fodida.

O caipira coloca a vara no chão, tira a folhinha de capim da boca, coloca a velha na grama, quebra a cadeira de rodas, a joga no rio e diz pra velha:

- Agora a senhora tá fodida! Quero ver a senhora voltar a pé.

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Certo dia a netinha foi para a fazenda da vovó tirar férias chegando lá ela perguntou a vovó:

— Vovó o que é aquilo pendurado de baixo do burrinho?

— Netinha querida aquilo é "qualquer coisa" do burro.

No outro dia a netinha teve que preparar o almoço porque a vovó havia ficando doente. Querendo agradar perguntou:

— O que posso fazer de almoço vovó?

A vovó sem pensar no erro que estava cometendo, respondeu:

— Qualquer coisa, querida!

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O caipira tinha que ir para a cidade grande resolver um problema, mas como não queria passar vergonha na cidade grande, ficou treinando a fala na frente do espelho:

— Paster... paster... paaster... paster... — e dias se passaram. — Pasterlll... paasterlll... PASTEL! — pronto, o treinamento deu certo.

Chegando na rodoviária, foi logo entrando em uma pastelaria:

— Por favor, me dê um PASTEL!

— Pois não, senhor, de qual sabor?

— DE PARMITO, UAI.

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Em plena planície, técnicos instalavam linhas de transmissão de energia nos postes. A certa altura, passa um caipira no seu trator, e ao ver os homens trabalhando começa a rir. O técnico irritado pergunta qual o motivo da risada, e o caipira ainda rindo exclama:

— Vê-se mêmo que são tudo bobão da cidade. Montaram a cerca tão alta que o gado vai passá por baixo.

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Dois caipiras estão proseando debaixo de uma árvore, quando um deles comenta:

— Ôce sabia, que meu vô de 83 anos é inventô? E ele acabou de inventá uma tar de pílula do rejuvenescimento?

— Rejuvesssc... O que é isso cumpadi?

— Essa tar de pílula, ôce toma e vai ficando mais moço, e meu vô, isprementô nele mesmo!

- E o que aconteceu?

— Ele tomou uma pílula e vortou a ter sessenta anos!

— Noooossa! E dispois?

— Ele quis fica mais moço ainda e tomou outra pílula a vortou a ter quarenta anos!

— Eita, sô.

— Num tava sastifeito e tomou mais uma pílula e vortou a ter vinte anos!

— Uai! Aí ele sossegou?

— Quar nada! ele falou qui quiria ficar iguar a um nenezinho novinho, tomou mais uma pílula e vortou a ficar com um ano e meio!

— Nossa senhora, sô, e o que aconteceu dispois?

— Aí, ele pegou sarampo e morreu!

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O mineirinho vai ao circo no interior, a platéia está lotada. Ele só consegue um lugarzinho na última fila da arquibancada. Se senta e dá uma ajeitadinha no saco bem no meio de duas tábuas vergadas.

Alguns minutos depois, um leão escapa da jaula. O público se levanta e ameaça debandar. O mineirinho grita gemendo de dor:

— Senta, que o leão é manso!

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Conversa de um casar de véios minero:

— Que horas são?

— São seis hora véi, vamo levantar...

— Pra que a gente levantá tão cedo se a gente num tem nada pra fazer?

— Pra proveitá a vida, uai?

— Eu proveitava a vida quando era moço e sortêro.

— Se quiser ficar sortêro é só falá!

— Eu não. A única vantagem do casamento é tê arguém pra turar a gente dispois de véio, eu queria era vortá a sê moço, uai.

— Pare de sonhá e vamo levantá pra proveitá esse dia grorioso!

— Nossa, como a senhora tá bem humorada hoje, heim véia? Sonhô com o passarin verde?

— Muito mió, eu sonhei que era o meu aniversário e eu ganhei um balaio enoooorme cheio de pinto!

— Piiiinto?

— É véio, pinto... Desses que ocê usava até um tempinho atráis...

— Mas ocê sonhou com um balaio cheio de pinto?

— Cheim de pinto; tinha pinto de tudo quanté jeito; tinha pinto grande, piqueno, fino, grosso, preto, branco, um mais bunito que o outro...

— E o meu? O meu tamém tava no balaio?

— O seu? Tava lá num cantinho incuidinho, todo ismiriguido coitadinho!

No dia seguinte:

— Boooom dia, vamo levantá minha véia, vamo levantá, vamo proveitá a vida.

— Nossa? Como ocê tá bem humorado hoje véio! Sonhô com o passarin verde?

— Muito mió. Eu sonhei que era o meu aniversário e eu ganhei um balaio enooooorme, cheio de xoxóta.

— Verdade véio?

— Verdade verdadeira! Tinha xoxóta de tudo a qué jeito: piquinininha, grandona, loira, morena, ruiva, raspada, piluda; uma mais linda que a outra.

— E me diga uma coisa véio, a minha tamém tava lá?

— Ora, craro! A sua é que era o balaio!

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O mineirinho estava fazendo xixi perto de uma cerca de uma grande fazenda. Um homem que passava pela estrada á pé, observou o que o mineirinho falava enquanto fazia xixi:

— Eta trem bão, sô! Nada como a gente fazê xixi no que é nosso, sô!

O homem curioso aproximou-se do mineirinho e perguntou:

— Boa tarde senhor, desculpe-me eu lhe perguntar mas este fazendão todo é do senhor?

E o mineirinho respondeu:

— Né não senhor, eu tô falando é das minhas botas.

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Três mineirinhos estavam sentados à beira de uma estrada pela manhã quando passa um carro em uma velocidade que só deu pra ver a cor. Uma hora depois o primeiro fala:

— Era Volkswagi.

Depois do almoço os três se encontram na mesma estrada e outro fala:

— Era não! Era Fórdi.

E de noitinha, novamente na estrada, o terceiro:

— Óia, eu vô imbora que num gosto de discussão.

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O mineirinho acompanha a esposa ao médico ginecologista, que faz o diagnóstico:

— Meu senhor, sua esposa está precisando de verdura, ferro e cálcio.

E o mineirinho:

— Uai, dotô... Ver dura, ela tá sempre veno.

— Ferro, leva quastodia.

— Agora, se o senhor pudé colocá um cárcio, eu agardeço pruque ela tá meiforgada memo!

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Um minerinho de 15 anos de idade e seu pai entraram em um shopping pela primeira vez. Eles ficaram impressionados com quase tudo o que viram, mas especialmente por duas brilhantes paredes de prata que poderiam abrir e fechar. O menino perguntou:

— Ô que é isso, pai?

O pai, respondeu:

— Ô meu fi, nunca vi nada parecido com isso na minha vida, sei o que é não.

Enquanto os dois estavam assistindo com perplexidade, uma senhora idosa, chegou perto das portas e apertou um botão. As portas se abriram e a senhora passou entre elas e entrou em um quarto pequeno. As portas fecharam e o menino e seu pai observavam o pequeno número acima das portas acender sequencialmente. Eles continuaram a assistir, até que chegou o último número. E depois os números começaram voltar na ordem inversa. Finalmente, as portas se abriram novamente e uma linda loira de mais ou menos 24 anos, saiu do quartinho. O pai, sem tirar os olhos da moça, disse ao seu filho:

— Vái buscá sua mãe agora!

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Um oficial do DEA (Drug Enforcement Administration) vai a uma fazenda, no Texas e diz ao dono, um velho fazendeiro:

— Preciso inspecionar sua fazenda por plantação ilegal de maconha!

O fazendeiro responde:

— Ok, mas não vá naquele campo ali — diz, apontando para uma área cercada.

O oficial, puto da vida, diz indignado:

— O senhor sabe que tenho o poder do governo federal comigo? — e tira do bolso um crachá mostrando ao fazendeiro. — Este crachá me dá a autoridade de ir onde quero... e entrar em qualquer propriedade. Não preciso pedir ou responder a nenhuma pergunta. Está claro? Fiz-me entender?

O fazendeiro todo educado pede desculpas e volta para o que estava fazendo.

Poucos minutos depois o fazendeiro ouve uma gritaria e vê o oficial do governo federal correndo para salvar sua própria vida perseguido pelo Santa Gertrudes, o maior touro da fazenda. A cada passo o touro vai chegando mais perto do oficial, que parece que será chifrado antes de conseguir alcançar um lugar seguro. O oficial está apavorado. O fazendeiro larga suas ferramentas, corre para a cerca e grita com todas as forças de seus pulmões:

— Seu crachá! Mostre o seu CRACHÁ!

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Um mineirinho bom de cama, passando por New York, pega uma americana e parte para os finalmentes. Durante a relação, a americana fica louca e começa a gritar:

— Once more, once more, once more!

E o mineirinho responde desesperado:

— Beozonte, Beozonte, Beozonte...

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O caipira, que tinha passado o dia lidando com a criação, precisa ir buscar umas coisas na cidade. Vai do jeito que está, com a roupa imunda, fedendo a suor. Está passando pela pracinha com a charrete, quando um senhor, todo engravatado, com cara de almofadinha, fala:

— Porco!

E o caipira, estendo a mão:

— Prazer! José Gerônimo!

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