Piadas de Caipira

Dois amigos caipiras estavam pescando à beira de uma estrada. Perto do lugar onde se situavam, eles fixaram uma placa com os dizeres: "O fim está próximo! Mude de rumo antes que seja tarde!"

Um motorista que estava passando no local gritou para os dois:

— Não me encham a paciência, seus malucos ! Você não sabem o que estão falando. Que bobagem é essa?

Pouco tempo depois, eles ouviram um barulho muito alto. Um dos amigos falou para o outro:

— Eu estava pensando...

— Diga.

— Você não acha que era melhor a gente só ter escrito na placa "Ponte quebrada à frente"?

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Dois compadres resolveram pagar uma promessa feita para "Nossa Senhora de Abadia" no Triângulo Mineiro. O milagre atendido pela santa foi tão grande que os dois resolveram colocar três feijões em cada botina e ir caminhando cerca de 80 quilômetros, e assim fizeram. Andaram mais ou menos 5 quilômetros e um dos compadres ficou um pouco para trás.

— Vamo, cumpade! Assim nóis num chêga a tempo pra missa.

— Ai sô! Num sei se essa ideia de colocá os fejão na butina foi boa não!

Andaram mais uns 5 km e o compadre já se arrastava e ficando cada vez mais para trás.

— Ô cumpade, num tô guentano mais os meus pé.

— Êita sô! Intão vamo arriá de baixo daquela árvore ali.

O que estava bem, sentou-se tirou a botina, estalou os dedos e deu um belo góle numa pinga. O outro se arrastando e reclamando, mal conseguiu tirar as botinas e nem quis saber da pinga.

Ao ver que os pés do amigo estavam à flor da pele, disse:

— Que que isso cumpade? Seus pé ta té pareceno que ocê tava andano discarço na braza!

— Pois é sô! Os fejão cabô com meus dedo tudo!

— Uai cumpade! Ocê num cuzinhô os fejão antes não?

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O rebanho do mineirim estava doente, morrendo; ninguém conseguia curar. O veterinário da cooperativa de Guaxupé já tinha tentado todos os tratamentos possíveis. Aí ficou sabendo que havia um curandeiro nas redondezas, lá pros lados de Jacuí, que fazia umas rezas e benzeções e era a única pessoa que poderia salvar seu rebanho e o chamou.

O curandeiro disse que salvaria o gado do mineirim, mas que, para isso, teria que ficar trancado no quarto sozinho com a mulher dele — (uma morena gatíssima) — para fazer o ritual.

O caipira ficou meio preocupado, mas topou. Afinal, era a única maneira de salvar o seu gadinho...

O benzedor apanhou um pedaço de pau no quintal, foi para o quarto com a moça, apagou a luz e começou:

— Passo o pau nos joeio, pra curá os boi vermeio!

— Passo o pau nas coxa, pra curá as vaca mocha!

— Passo o pau na viría, pra curá as novía!

Nesse ponto, o mineirim, que estava ouvindo o ritual com o ouvido colado na porta, gritou depressa:

— As vaca preta e os boi zebú cê pode dêxá morrê!

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Um grupo de estudantes da UFPI foi fazer uma pesquisa no recanto mais seco e desolado do Ceará, para descobrir como aquelas famílias conseguem sobreviver naquela seca tremenda.

Chegando lá se hospedaram em casa de um sertanejo muito pobre. Moravam 29 pessoas numa pequena tapera de cerca de 10 metros quadrados de pura indigência.

Começaram a observar os hábitos daquela família. Tudo anotavam. Nada escapava dos olhares daqueles estudantes sedentos de descobertas.

Uma certa noite, reunidos no pequeno terreiro, céu pleno de estrelas, uma maravilha só, conversavam quando uma palavra chamou a atenção de um dos jovens; o chefe da família sempre se referia ao conteúdo escrotal de testículos. O jovem estranhou essa palavra tão difícil ser pronunciada naquela região remota. Não contendo a curiosidade, perguntou:

— Meu caro amigo, me admira muito o senhor, aqui nessa região sem cultura, isolado do resto do mundo, onde falta comida, água, escola, as crianças vivem se protegendo embaixo das árvores para o vento não carregá-las, e o senhor fala tão difícil... que cultura!

O calejado senhor respondeu:

— Cultura nada, meu rapaz. É previnição mesmo. Ocê já pensou, nesta seca danada, nesta fome tremenda, se eu dissesse que isso aqui é ovo eu já estava capado há muito tempo!

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Um casal de caipiras é convidado a responder a uma enquête do canal de televisão sobre o melhor processo para o leite não azedar. A mineirinha, não querendo passar vergonha, observa atentamente uma senhora da cidade responder:

— É ferver e deixar o resto na geladeira...

Quando chega sua vez de falar, não titubeia:

— É só tirá o que precisa e deixá o resto na vaca, uai!

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O cumpadi, há muito tempo de olho na cumadi, aproveitô a ausência do cumpadi e resolveu fazer uma visitinha para ver se ela não carecia de arguma coisa. Chegando lá, os dois meio sem jeito, não estavam acostumados a ficar a sós, falaram sobre o tempo...

— Será qui chove?

— Pois é...

Ficô um grande silêncio... Aí, o cumpadi se enche de corage e resorve quebrá o gelo:

— Cumadi... qui qui ocê acha: trepemo ou tomemo um café?

— Ah, cumpadi...cê mi pegô sem pó...

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Certo dia, em uma cidadezinha no interior de Minas em um boteco haviam quatro caipiras jogando cartas, quando de repente surge um carioca em sua linda pick-up. Ele entra na birosca, pede uma bebida, vai em direção aos caipiras que jogavam, soca a mesa e diz:

— Tá vendo aquela pick-up dentro dela tem um pit bull assassino.

Um dos caipiras diz:

— Óia sinhô, tenhu náda cu issu naum, máis tem um tar de cumpadi Totonho qui tem um cachorru brabu.

O carioca ao ouvir começa a rir e faz a seguinte proposta:

— Pago mil reais por um, que o meu pit bull vai liquidá-lo em cinco minutos!

O caipira levanta e vai buscar o cumpadre Totonho, de repente surge o cumpadre Totonho cheio de cana com o seu cachorro leproso e cheio de bicheiras. O carioca cai na gargalhada e zomba:

— É esse bichado que vai detonar o meu pit bull?

O carioca pede ajuda de dez caipiras para retirar o pit bull de dentro do carro. Quando todos estavam preparados para a grande briga, cumpade totonho diz para o seu cachorro:

— Naum vái me decepicionár naum hein meu bichinhu...

Então soltaram o pit bull que saiu em direção ao cachorro de compadre Totonho, que continuava imóvel. Quando se aproximou para morder levou uma
patada e caiu duro. O carioca se aproximou do cão e falou:

— Levanta meu bichinho!

Compadre Totonho respondeu:

— Uai, é ruim! Tá moito sô.

Perplexo o carioca quis comprar o cão, mas o compadre Totonho disse que não estava a venda. O carioca perguntou qual era o seu pedigree e compadre Totonho curioso perguntou:

— Uai, que isso?

O carioca falou:

— Como o senhor conseguiu esse cachorro?

E Totonho respondeu:

— Ah, a muito tempo atrás teve um circo aqui, quando foi embora o dono me deu este cãozinho que eu levei pra casa e aparei a cabeleira dele!

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O mineirinho fazia muito tempo que não via a fruta... Chegou na Casa de Diversão masculina e disse para a menina:

— Quanto você cobra?

— 100 reais.

— Muito caro uai ...que isso? Muito caro!

— Então 50 reais.

— Não, não... eu só tenho 12 reais.

— É muito pouco... por este valor eu não dou.

— Então eu te dou 12 reais e o meu celular.

A gata pensou, pensou, avaliou o momento econômico e disse:

— Topo.

Foram para o quarto, deram uma senhora de uma trepada...

O mineirinho levantou, botou as calças e deu 12 reais para a menina, que falou:

— E o celular?

— Anota aí... 8854-9875!

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O mineirinho observando o engenheiro com o teodolito:

— Dotor, pra quê serve esse treco aí?

— É que vamos passar uma estrada por aqui, estou fazendo as medições.

— E precisa desse negócio pra fazê a estrada?

— Sim, precisa. Vocês não usam isso pra fazer estrada não?

— Ah, não, home. Aqui quando a gente qué fazê uma estrada, a gente sorta um burro e vai seguindo ele.

Por onde o bicho passá, é o mió caminho pra se fazê a estrada.

— Ahh, que interessante — respondeu o engenheiro. — E se vocês não tiverem o burro?

— Bem, daí a gente chama us engenheiro...

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O mineirinho ia andando pela praia e de repente, encontra uma lâmpada. Começou a esfregá-la como tinha visto nos filmes do Aladim e eis que surge um gênio.

— Você tem direito a três pedidos — disse o gênio.

O mineirinho pensou, pensou, pensou e por fim se decidiu:

— Eu quero um queijo enorme!

— Abracadabra! — disse o gênio e apareceu um queijo enorme. — Qual é o seu segundo pedido?

O mineirinho pensou, pensou, pensou e disse:

— Eu quero uma mulher!

— Abracadabra! — disse o gênio e apareceu uma morena lindíssima. — Qual é o seu último pedido?

— Eu quero mais um queijo! — respondeu o mineirinho.

— Abracadabra! — disse o gênio e surgiu um outro queijo maior ainda. — Bem, meu amo, antes de eu ir, me satisfaça uma curiosidade. Por que você pediu dois queijos?

— É que eu fiquei com vergonha de repetir o mesmo pedido três vezes!

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O cara tava passeando nas terras de um parente lá fora, quando avistou um chiqueiro. Perguntou ao cara que cuidava dos porcos:

— Qual o nome desse porco gigante?

O rapaz respondeu:

— U nomi deli é ocê!

O cara indignado, pergunta de novo:

— Como é que é?

O sujeito fala de novo:

— É ocê, naum iscuto?

O malandro, tentou ser malandro falando:

— Então aquele outro porco ali se chama pai de ocê?

O cabra não exitou:

— Naum, aqueli otro ali é o pai di ocê, i a mãe di ocê eu comi onti!

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De repente, no meio de um lago em Minas, um rapaz está se afogando. Um negão pula na água, dá umas braçadas, pega o sujeito, traz pra beira do lago, e começa a fazer respiração boca a boca.

Mas como o negão é muito forte, a cada chupada, ele tira 2 litros de água, e vão três, quatro, cinco, seis chupadas. Neste momento, encosta um mineirinho franzino e diz:

— Escuita moço, num é mió se tirá a bunda dele di dentro d'água, sinão ucê acaba com nosso lago, sô!

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Num pequeno vilarejo, no meio de Minas Gerais havia um armazém cujo dono, Seu Zé, se gabava de ter tudinho, qualquer coisa que se pedia no balcão. Se não tinha, fazia questão de encomendar a qualquer custo, só para atender o cliente. Com isso a fama dessa mercearia se espalhou por toda a região, e vinha gente de toda parte procurar coisas que não se achava nem na capital Belzonte. Sabendo disso, um carioca — daqueles bem folgados — estava de ferias passando por Minas e decidiu conhecer esse tal Zé do armazém. Chegando lá, pediu uma barra de direção para sua pick up importada, o Zé foi lá no fundo, e depois de alguns minutos voltou com a tal peca. O carioca, espantado pensou: "Não e possível que esse cara tenha tudo ai, vou tirar um barato da cara dele".

Voltou para o hotel e ficou a noite toda pensando em como iria pegar o cara da venda. Pensou bem e no outro dia foi até o armazém e chegando no balcão, pediu:

— Ô Zé, você tem "Podela"?

O dono da venda olhou espantado, cocou a cabeça e pensou: "Podela"? Que diabos e isso? Nunca ouvi falar... E agora? Se eu deixar de atender esse cara ai todo metido, meu estabelecimento vai perder a fama e a clientela vai sumir! O que eu faço?" Pensou, pensou, foi ate o deposito, voltou e disse ao carioca:

— Olha, té em falta, mas vou encomendar e amanha cedo o senhor passa aqui e pega, tudo bem?

O carioca, meio desconsertado com a resposta do Mineiro, voltou para o hotel pensando: "O que será que esse mineiro vai achar com esse nome...?"

O mineiro fez de tudo, ligou para todos os seus fornecedores de produtos brasileiros e até no exterior, mas ninguém fazia nem ideia do que seria aquilo. Ele então percebeu que o carioca estava zoando com a cara dele e decidiu dar o troco.

No almoço, o mineiro comeu aquela feijoada, de noite foi ao banheiro e prrrrrrrruhhhh. Fez aquele "trem" enorme e fedorento. Pegou o troço com uma pazinha e botou no forno por umas 3 horas ate que virasse uma pedra bem dura. Dai, colocou tudo no moedor, embalou e deixou em cima do balcão com a devida identificação. No outro dia chega o carioca todo imponente com um sorriso no rosto, e, já esboçando um ar de vitória, perguntou:

— Conseguiu encontrar minha encomenda?

— Claro está aqui — disse o mineiro, mostrando o saquinho no balcão. 100 gramas sai por 10,00 reais.

O carioca então pediu:

— Me veja 200 gramas.

— Está aqui, são 20 reais.

Entã, o carioca, curioso, pegou um bocado do pó, experimentou uma pitada, pediu uma colher encheu e mandou ver, tentando descobrir o que era aquilo...

— Isso aqui e bosssssssstaaaaaaaa!

O mineiro então riu e disse:

— Não, isso é o PÓ DELA...

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O caipira chegou na Zona. Imediatamente a madame bateu palmas e chamou as meninas:

— Tem homem no salão!

Desceu Noêmia que estava precisando de dinheiro para acertar as contas do quarto e de umas roupinhas que comprara. Foram para o quarto e Noêmia começou o trivial. No meio da folia o caipira perguntou:

— Voismicê faz o que a Zefinha faz?

Noêmia preferiu mostrar a responder. Com seus brios de profissional desafiados resolveu caprichar no tratamento ao freguês. Fez de tudo. Descanso, cigarrinho e já recomeçaram com a pergunta do caipira:

— Voismicê faz o que a Zefinha faz?

Noêmia decidiu se superar. Fez até a Cadeira do Patinho que quase já esquecera como era. Um show! Novo intervalo, cigarrinho de palha e o recomeço da função iniciada com a pergunta fatal:

— Voismicê faz o que a Zefinha faz?

Noêmia teve um ataque de furor erótico. Fez barba, cabelo e bigode. A Cadeira do Patinho voltou, agora com estofamento de couro e descanso pra cabeça. Uma louca! Ao término, exausta, quase não acreditou quando o caipira perguntou:

— Voismicê faz o que a Zefinha faz?

Noêmia não se conteve. Pulou da cama, dedo em riste e perguntou aos brados:

— Afinal o que é que a Zefinha faz?

O caipira acabando de enrolar o cigarrinho, respondeu com um sorriso fininho:

— Fiado!

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