Piadas de Caipira

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Morte da Vaquinha

Um dia a mulher acordou, olhou pela janela e viu que a única vaquinha que eles tinham estava morta. A Velha ficou desesperada. E agora como iam alimentar a família? A vaquinha era o único bem que tinham. Deprimida, a mulher se suicidou.

Quando o marido acordou e viu a mulher e a vaquinha morta, ele não agüentou e teve um ataque cardíaco fulminante.

O filho mais velho acordou e viu a situação. Tomou uma decisão drástica: foi ate o rio para se afogar. Quando chegou no rio, deu de cara com uma sereia:

— Eu sei o que aconteceu com a sua família!

Disse a sereia:

— Mas se você transar comigo cinco vezes seguidas, eu trago todo mundo de volta!

O cara mandou ver. Mas só agüentou quatro vezes, na quinta ele broxou. A sereia ficou nervosa e o jogou no rio onde ele morreu afogado.

Então acordou outro irmão. Foi ate o rio atrás do irmão mais velho e encontrou a sereia.

— Se você transar comigo sete vezes seguidas, eu trago todo mundo de volta! — propôs a sereia.

O cara mandou ver, mas na sexta transada ele não agüentou e broxou. A sereia afogou ele no rio.

Então foi a vez do caçula, com doze anos. Ele foi ate o rio e encontrou a sereia.

— Se você transar comigo dez vezes, eu trago todo mundo de volta! — propôs a sereia.

— Dez vezes? — pergunta o caçula — E se você não agüentar e morrer que nem a vaquinha?

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Pecado Capital

Um paulistano, trabalhando duro, suado, de terno e gravata, vê um caipira deitado numa rede, na maior folga.

O paulistano não resiste e diz:

— Você sabia, que a preguiça é um dos sete pecados capitais?

E, o caipira, sem nem se mexer, responde:

— A inveja também!

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Carreta Virada

Um jovem fazendeiro viajava com uma carreta cheia de milho quando, em um momento de descuido, a carreta virou. Logo depois do acidente, aparece uma linda garota, que morava na região e ouviu o barulho.

— Olá! Você se machucou?

— Não... Estou bem! — disse ele, abrindo a porta do caminhão. — O problema agora vai ser desvirar a carreta!

— Ah, não se preocupe! Esquece um pouco disso, vem almoçar na minha casa e depois eu arrumo gente pra te ajudar!

— Ah, não sei — diz ele, apreensivo — É muita bondade sua, mas acho que meu pai não iria gostar se eu fizesse isso.

— Ah, deixa disso, vai? Vamos comigo!

— Bom, tudo bem! — disse ele, não resistindo às tentações da moça — Mas eu tenho certeza que meu pai não vai gostar...

Ela não entendeu nada, mas levou o novo amigo pra casa dela. Lá eles comeram e a garota se ofereceu de sobremesa. O garoto, novamente titubeou, mas não resistiu. Depois ela queria mais, porém agora ele teve que negar:

— Olha, moça! Estou adorando tudo isso, mas infelizmente vou ter que ir! Meu pai deve estar furioso comigo!

Ela, inconformada com a atitude dele, esbravejou:

— Assim não dá! Chega de falar do seu pai! Afinal, onde está ele?

— Ah, ele ficou debaixo da carreta!

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Praça da Arve

O caipira veio pra São Paulo e ficou completamente perdido.

Então perguntou pra um sujeito que estava sentado na praça, fumando.

— Dia, moço... O sinhô sabe onde é que fica o terminal de Ônibus da Praça da Arve?

— Praça da Árvore? — corrigiu o paulistano.

— Isso, exatamente... Praça da Arve!

— Fica ali, ó! Na primeira rua à esquerda. Qualquer idiota sabe!

— Mais é por isso mesmo qui eu perguntei pro sinhô, uai!

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Terra do Sítio

Uma pesquisadora do IBGE bate à porta de um sitiozinho perdido no interior.

— Essa terra dá mandioca?

— Não, senhora — responde o capiau.

— Dá batata?

— Também não, senhora!

— Dá feijão?

— Nunca deu!

— Arroz?

— De jeito nenhum!

— Milho?

— Nem brincando!

— Quer dizer que por aqui não adianta plantar nada?

— Ah! Se plantar é diferente...

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Banheiro Público

O sujeito todo apressado pergunta aos dois caipiras sentados no banco da praça onde ficava o banheiro público.

— Bem ali — responde um deles, apontando em uma direção.

Sem mesmo agradecer, o sujeito vai voando ao local indicado.

Alguns minutos depois, volta aliviado e sorridente.

— Obrigado pela informação, camaradas. Não há nada tão bom quanto uma boa cagada!

— Desculpe, seu moço! — comenta um deles. — Ou ainda eu não aprendi a cagar, ou o senhor ainda não aprendeu a trepar!

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Burro Emprestado

O caipira chega e pede ao vizinho:

— Cumpade, você pode me emprestar o seu burro pra eu terminar de arar minha plantação?

— Agora num posso cumpade, meu burro tá pastando.

Mas, no mesmo instante, o burro relincha lá na cocheira.

— Que vergonha, cumpade! Seu burro acaba de relinchar lá na cocheira!

O outro responde, todo ofendido:

— E ocê acredita mais na palavra dele do que na minha?

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Convidado a Comer

Um dia, um caipira foi entregar o leite na casa do patrão bem na hora do almoço e foi convidado a comer com a família. Com vergonha de sua falta de modos, ele preferiu não aceitar. O patrão insistiu:

— Coma conosco.

E o caipira:

— Não, brigado.

— Coma conosco, está uma delicia!

— Ah, tudo bem, acho que vou experimentar um conosquinho, então.

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Dores na Bexiga

Cansado de ouvir as queixas da mulher, reclamando de dores na bexiga, o caipira resolve levá-la ao médico.

— A senhora urina com abundância? — pergunta o médico durante os exames.

A mulher, que não tinha a mínima idéia do significado do verbo urinar, permaneceu calada.

— A senhora urina com abundância? — repete o médico num tom um pouco mais alto.

A mulher permanece quieta.

— O que é que o doutor quer saber? — intervém o caipira.

— Eu quero saber se a sua mulher mija com abundância!

— Não, seu doutor! Me parece que é com a bucetância mesmo!

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Mortes na Família

Dois caipiras se encontram:

— Ô, Bastião! Quanto tempo, homi! Quais as novidade?

— Novidade só que morreu meu vô, meu pai, minha mãe, minha tia e meu primo.

— Todos eles morreru? — pergunta o amigo, assustado.

— Todinhos!

— Eita, mas morreru di quê, Bastião?

— De derrame.

— Todos de derrame?

— Pois é. Eles tavam na caçamba num caminhão, indo pra Sum Paulo aí a danada virô e derramô eles tudo lá pra baixo!

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Quatorze Filhos

A representante do IBGE que fazia a contagem dos habitantes do interior e ao caipira, dono da casa:

— Quantos filhos o senhor tem?

— Quatorze moça, mas a patroa tá esperando mais um.

— Quatorze? Admira-se a moça! Puxa, mas então a sua prole é grande, hein?

E o caipira não sabendo o que é prole, responde:

— Até que não é muito não, moça, mas tá sempre dura!

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Dores no Pênis

O caipira vai ao médico reclamando de dores no pênis.

— Quantas relações sexuais o senhor tem por semana? — pergunta o doutor, antes de examiná-lo.

— Assim de cabeça não sei contar não, seu doutô!

— Como não sabe contar?

— É que eu fugi da escola novinho! Só sei contar até dez!

— Dez? — perguntou incrédulo o doutor. — Então vou mudar a minha pergunta: quantas relações sexuais o senhor teve ontem?

— Agora facilitô! Ontem eu acordei de madrugada dei uma, de manhã, antes do café, dei outra; depois do café, mais uma; aí fui trabalhar no cafezal. Lá pelas dez horas a patroa foi me levar um lanchinho e...

— O senhor deu mais uma?

— Não, seu doutô! Aí eu dei duas! Depois, antes do almoço, dei outra, tirei um cochilo, dei outra, vortei pro cafezal. Quando deu de tarde, fui pra casa e dei mais uma antes do jantar... aí fui dormi porque já estava ficando cansado!

— Então o senhor deu sete?

— Se não esqueci nenhuma...

— Então taí o problema! O seu pênis está doendo porque você está fazendo sexo demais!

E o matuto:

— Ai, que alívio...

— Alívio? Por quê?

— Pensei que fosse as punhetas que eu toco quando tô no cafezal!

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Beira do Rio

O caipira está belo e folgado pescando à beira de um rio, quando aparece um sujeito desesperado:

— Ei, amigo! O senhor não viu por aí uma mulher loira, de camisa azul e saia amarela?

— Ora, vi sim senhor! Passou aqui inda agorinha!

— Puxa, graças a Deus! Então ela não deve estar longe, né?

— Tá não! Principalmente hoje que a correnteza tá fraquinha, fraquinha...

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Filhos Boiolas

Dois compadres se encontram depois de muito tempo sem se ver:

— E aí Jeremias, como andam as coisas?

— Tudo bem e você?

— Eu estou bem! E como está meu afilhado?

— Ah, compadre! Tenho uma péssima notícia para você. É que o menino deu pra ser boiola agora.

— Não me diga, Jeremias. E como vai o seu filho mais velho?

— Esse só se solta quando bebe, mas o menino só quer viver bêbado, compadre!

— Nossa, mas, me diga uma coisa, ninguém gosta de mulher na sua casa? — Pergunta o amigo surpreso.

— Claro, minha filha é doida por mulher!

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Lago na Cidade

De viagem no interior, o paulista vê um grande lago e tem a brilhante ideia de fazer uma pescaria.

— Esse lago é propriedade de alguém? — pergunta ele a um caipira que está passando.

— Não sinhô. É púbrico!

— Então é crime tirar alguns peixes dele?

— Crime num é não sinhô... É milagre!

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Previsões dos Caipiras

O casalsinho da cidade grande vai passar férias no interior e o cara, empolgado com a sabedoria dos matutos, comenta com a namorada:

— Olha, amor, você precisa ver... Eles têm os seus próprios métodos para adivinhar tudo que vai acontecer! O céu, o cheiro do ar, a direção do vento... Desse jeito eles sabem se vai chover, fazer sol, essas coisas... Quer ver? — diz ele se aproximando de um morador da região.

— O amigo sabe dizer se vai chover? — pergunta ele.

— Bão, agora, agora, não... De tarde vai ventá um pôco e vai esfriá... Aí di noite sim, vem chuva...

A moça olha atentamente e fica boquiaberta. O namorado comenta, vitorioso:

— Não falei? Eles têm o dom de ouvir o que a natureza tem pra dizer... Agora olha só a explicação que ele vai me dar... — e volta-se novamente para o caipira.

— O amigo pode contar pra gente como é que faz pra saber tudo isso?

— Bão, eu vi na TV agora a pôco...

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Nadando no Lago

Um velho fazendeiro tinha uma enorme fazenda há anos. Na fazenda tinha nos fundos um bonito lago todo bem arrumado com um carra machão à sua margem... Nele havia uma bela churrasqueira, mesas e cadeiras. O lago foi todo preparado para todos poderem tomar aquele banho gostoso ou até praticar campeonatos de natação.

Depois de muito tempo sem ir ao lago o fazendeiro decidiu dar uma olhada geral para ver se ainda estava tudo em ordem. Pegou um grande balde para aproveitar trazendo umas frutas das fruteiras existentes pelo caminho e ao aproximar-se do lago escutou vozes femininas animadas se divertindo...

Ao chegar mais perto avistou um bando de jovens mulheres se banhando completamente peladas. Ele se fez presente e com isso todas fugiram para longe do fazendeiro e a parte mais funda do lago...

Uma das mulheres gritou:

— Não sairemos enquanto o senhor não for embora!

O velho respondeu:

— Eu não vim até aqui para ver vocês nadando! — e, levantando o balde, completou — Eu só vim dar comida pros jacarés...

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Prédio Alto

Um homem muito simples, que sabia ler um pouco, chegou à cidade grande e ficou boquiaberto com tantos carros, tantos prédios, construções monumentais, viadutos, túneis, iluminação etc.

Parou diante de um prédio muito alto, ficou contemplando aquela construção incrível e desabafou para um homem que passava:

— Óia só, seu moço, como é que é as coisa. Eles faz essas coisa impossíver e depois escreve na frente: É difício!

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Preços das Diárias

Um homem chega na cidadezinha do interior e, ao procurar o hotel, estranha os preços das diárias: havia diária de cem reais, uma de cinqüenta reais e outra de dez reais.

O capiau atende e explica:

— Na de cem reais tem TV, vídeo e sauna. Na de cinqüenta reais, não tem sauna. Na de dez reais tem que fazê a cama!

O viajante não tem dúvida:

— Fico nessa! Fazer a cama pra mim não é problema!

— Certo... Então pode pegá a madêra, os prego e o martelo ali no fundo!

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Caipira no Oculista

O caipira chegou no oculista para uma consulta com sua mulher:

— Douto, o sinhô é zoísta?

— Não, senhor. Eu não sou zoísta, sou oculista!

— O que qui o sinhô é?

— Oculista!

E o caipira, afobado, puxando a mulher:

— Vamu embora, muié, que o seu pobrema é nos zóios!

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Vaca e o Carro

O sujeito ia com seu carro esporte por uma estrada do interior quando avistou um velhinho com uma vaca, pedindo carona. Ele resolve parar, mas diz que não há como a vaca acompanhar o carro.

Mas o velhinho garante:

— Tem pobrema não, seu moço. É só amarrar ela no pára-choque que ela vai.

Então eles seguem e o homem resolve brincar com a vaca e aumenta a velocidade gradativamente: 60, 80, 100, 120. E nada da vaca dar sinais de cansaço.

Quando o velocímetro atinge 150 km/h, ele vê a vaca com a língua para fora e diz:

— Olha, meu senhor, eu disse que sua vaca não ia agüentar! Ela já colocou a língua pra fora.

O velhinho, sem se abalar, pergunta:

— Pra que lado tá a língua?

O homem, intrigado, responde:

— Para a esquerda.

— Ah, então encosta que ela tá pedindo passagem!

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Compra do Bilhete

O capiau vai a uma estação ferroviária para comprar um bilhete.

— Quero uma passagem para o Esbui — solicita ao atendente.

— Não entendi, o senhor pode repetir?

— Quero uma passagem para o Esbui!

— Sinto muito, senhor, não temos passagem para o Esbui.

Aborrecido, o caipira afasta-se do guichê, aproxima-se do amigo que o estava aguardando e lamenta:

— Olha Esbui, o homem falou que pra você não tem passagem, não!

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Tarefas da Fazenda

Estressado, o alto executivo de uma multi-nacional, seguindo conselhos médicos, vai passar umas férias numa fazenda.

Para passar o tempo, resolve ajudar nas tarefas cotidianas.

No primeiro dia, o capataz da fazenda lhe sugere que espalhe um caminhão de esterco sobre o campo, para prepará-lo para o plantio.

Em poucas horas o executivo está de volta. O capataz confere o trabalho, está perfeito! Ele fica impressionado.

— Agora eu gostaria que o senhor selecionasse estas batatas em três tamanhos diferentes, pequenas, médias e grandes! Com a sua esperteza, vai conseguir terminar antes do final da tarde.

No final da tarde, quando o capataz volta, fica estupefato ao ver o executivo sentado no chão, pensativo, com uma batata na mão e três montinhos minúsculos à sua frente.

— Puxa! — comenta o capaz, coçando a cabeça. — Eu não entendo como o senhor pode ser tão esperto em uma tarefa e tão lerdo na outra.

Ao que o executivo justifica:

— É que espalhar merda é comigo mesmo, mas tomar decisões...

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Caipira Ingênua

O sonho de Adolfo era casar com uma moça virgem e ingênua.

Por isso ele resolveu ir para a roça, procurar uma caipira daquelas bem bobinhas. E foi lá que ele conheceu Lindava, a garota dos seus sonhos. Linda, meiga, ingênua...

Era tudo que ele queria!

Em dois meses e eles se casaram. Na noite de núpcias, Carlos resolveu explicar tudo sobre sexo para a jovem esposa. Para começar, botou o negócio pra fora e disse:

— Meu bem, isso aqui é pinto!

A caipirinha arregalou os olhos e disse:

— Credo, uai! Então por que ocê num dá milho pra ele ficar logo um galo que nem o do Janjão?

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Negócio de Nudez

Dois compadres mineiros estavam bem sossegados, fumando seus cigarros de palha e proseando.

Conversa vai, conversa vem, eis que a uma certa altura um pergunta para o outro:

— Cumpádi, u quê quiocê acha dessi negóço de nudez?

No que o outro respondeu:

— Achu bão, sô!

O outro ficou assim, pensativo, meditativo... e perguntou de novo:

— Ocê acha bão pur causdi quê, cumpádi?

E o outro:

— Uai! É mió nudêis qui nu nosso, né não?

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A Câmera Digitar

O mineiro comprou uma câmera digital e levou para seu sítio. Chegando lá, mostrou aquela novidade para todos. Nunca ninguém tinha visto algo igual e ele diz:

— Pessoar, todo mundo pra-per-da-cerca-di-arami farpado ali, pra modi quê vô tirá umas foto du-cêis.

Ele então programou o temporizador e correu pra junto de todos. Nessa, quando os outros o viram correr na direção deles, saíram correndo, atravessando acerca de arame farpado, rasgando-se todos. Então ele pergunta:

— O quê qui aconteceu, uai?

E sua tia, com as duas orelhas penduradas, respondeu:

— Si ocê qui cunhece esse trem ficou cum medo, imagine nóis qui num cunhece...

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Tomates Vermelhinhos

Francinete era uma bela caipira que tinha uma horta nos fundos de sua casa, mas estava muito chateada. Os tomates de seu vizinho, o Zeca, estavam maiores, mais vermelhos e mais suculentos do que os dela. Certo dia, ela se encontra com o vizinho e pede conselhos:

— Ai, Zeca... Eu queria sabê como eu faço pra tê os tomate bonito que nem os seu!

— Ah, eu vô contá procê! Todo dia antes de í imbora da horta, eu vejo se não tem ninguém oiando, abaxo as calça e mostro minhas parte pros tomate! Aí eles ficam vermeio, vermeio!

Muito animada com a nova técnica, Francinete vai até o quintal, tira toda a roupa e fica peladinha na horta. E repete isso por uma semana.

No domingo, ela se encontra com o vizinho Zeca que, muito curioso, pergunta:

— Intão, vizinha? Mostrô as parte pros tomate?

— Mostrei, vizinho...

— I aí? Eles ficaro vermeio?

— Olha, vizinho... Os tomate continuam na mesma. Mas os pepinos...