Piadas de Caipira

Lá na roça, um menino e uma menina foram criados juntos, desde que eram bem miudim... O tempo foi passando, passando, eles foi crescendo, crescendo. Aí se casaro. No dia do casório, sacumé, povo da roça nao viaja na lua de mér, já vai direto pra casinha de pau a pique. Chegano lá na casinha, o Zé, muito tímido, vira para Maria e fala:

— Ó Maria, nois vai tirano a rôpa, mais ocê num mi óia nem ieu ti óio, vamu ficar dis costa.

Maria responde:

— Tá bão Zé. Intaum eu num ti óio e ocê num mi óia, cumbinado.

Nisso Maria abre a malinha de papelão novinha que ganhou do pai, tira a camisola que ganhou da mãe.
Maria tira a roupa. Ao vestir a camisola notou que a mãe tinha lavado, ponhou no sór pra módi quará e ficá bem branquinha. Tava um capricho só a camisola. Só que a véia usou goma demais pra passar a camisola, deixando muito engomada. Maria então diz:

— Meu Deus ducéu, cuma é qui eu vô drumi com um trem duro desse?

Aí o Zé fala:

— Ah Maria! Assim num vale! Ocê mi oiô né?

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Um dia o mineiro resolveu pescar sozinho porque já estava cheio de tanta gente em volta dele. Vara na mão, lata de minhoca e lá vai ele pro rio, bem cedinho. No caminho ele encontra um caboclinho que começa a acompanhá-lo.

E o mineiro já pensando: "Ô saco, será que esse caboclinho vai ficar grudado ni mim?".

Chegaram no rio e o caboclinho do lado sem falar nada.

O mineiro se arruma todo, começa a pescar e também não fala nada.

Passam 3 horas e o caboclinho acocorado olhando sem dar um pio.

Passam 6 horas e o caboclinho só zoiando ...

Já no finalzinho do dia o mineiro ficou com pena e oferecendo a vara pro caboclinho disse:

— O mininim, qué pesca um cadim?

E o caboclinho responde:

— Deus me livre moço, tem paciênça não, sô!

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O caipira entrou no consultório e meio sem jeito foi falando:

— Dotô, o negócio não sobe mais. Já tomei de tudo quanto foi chá de pranta mas não sobe mais memo.

— Ah não, meu amigo. Vou te passar um medicamento que vai deixar você novo em folha. São cinquenta comprimidos, um por dia.

— Mais dotô, eu sou um home simpris da roça. Só sei conta inté deiz nos dedos e mais nada.

— Então você vai numa papelaria, compra um caderno de cinquenta folhas. Cada folha um comprimido. Quando o caderno acabar você já vai estar curado. A receita está aqui.

— Brigado dotô. Vô ingora memo compra o tar caderno.

E logo que saiu do prédio avistou de fato uma papelaria ali perto. Entrou, a moça veio atender.

— Eu precisava de um caderno de cinquenta fôia.

— É brochura?

— Médico fio da puta. Já andou espaiando meu pobrema por aí...

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Uma semana depois do Natal, o primo granfino foi visitar o primo caipira. Chegando lá ele disse:

— Oi primo. Como passou o natal? E o que ganhou de presente?

E o primo caipira respondeu:

— Ah, eu passei bem. Não ganhei nada não.

O primo granfino falou:

— Eu ganhei um iPod.

E o primo caipira respondeu:

— Oh, também ganhei isso aí da sua irmã, a prima.

— Mas como? De que marca? — Perguntou o granfino.

— É que no dia do Natal, eu e a prima tava tomando banho de cachoeira. Aí eu fui devagarinho, cheguei por trás e a prima falou: Aí pode. Mas ó primo, não sei se isso tem marca não. Mais aqui nóis chama de cu mesmo…

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Dois caipiras chegam à capital. Estavam morrendo de fome e entram num restaurante chique, não sabendo o que pedir, resolvem imitar o rico que estava na mesa ao lado.

O rico da mesa pede uma entrada.

— Garçom, pra nóis também…

O rico pede um prato lá todo especial.

— Garcom, pra nóis também...

O rico resolve repetir o prato.

— Garçom, pra nóis também...

Segue desse modo e os caipiras continuam morrendo de fome.

O rico termina e diz ao garcom:

— Poderia arrumar-me um engraxate?

— Garçom, pra nóis também…

O rico ouvindo isto diz aos caipiras:

— Olhe, meus amigos, eu creio que um engraxate dá para nós três…

Os caipiras imediatamente:

— Não senhor! O senhor come o seu que a gente come o nosso!

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O mineirinho saiu do escritório, encontrou a sua secretária no ponto de ônibus e caía a maior chuva. Ele parou o carro e perguntou:

— Você quer uma carona?

— Claro… respondeu ela, entrando no carro.

Chegando no edifício onde ela mora, ele parou o carro para que ela saísse e ela o convidou para entrar no seu apartamento.

— Não quer tomar um cafezinho, um whisky, ou alguma coisa?

— Não, obrigado, tenho que ir para casa.

— Imagine, o senhor foi tão gentil comigo, vamos entrar só um pouquinho.

Ele subiu, atendendo ao pedido da moça. Ao chegarem no apartamento, ele tomava seu drink enquanto ela foi para dentro e voltou, toda gostosa e perfumada.

Depois de alguns gorós, quem pode aguentar? Ele caiu, literalmente. Transou com a secretária e acabou adormecendo.

Por volta das 4:00 hs da manhã, ele acordou, olhou no relógio e levou o maior susto. Aí ele pensou um pouco e disse à sua secretária:

— Você me empresta um pedaço de giz?

Ela entregou-lhe o giz, ele pegou, colocou atrás da orelha e foi pra casa…

Lá chegando, encontrou a mulher louca de raiva e ele foi logo contando…

— Quando saí do trabalho dei carona para a minha secretária. Depois que chegamos no prédio onde ela mora, ela me convidou para subir e me ofereceu um drink. Em seguida, ela foi para o banho e retornou com uma camisola transparente e muito linda, e após vários goles acabamos indo para a cama e fizemos amor. Aí dormi e acordei agora há pouco… A mulher deu um berro e falou…

— Seu mentiroso sem vergonha, estava no bar jogando sinuca com os seus amigos. Nem sabe mentir, até esqueceu o giz aí atrás da orelha...

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O caipira chegou em São Paulo, louco pra conhecer um puteiro da cidade grande. O problema era descobrir onde tinha um puteiro, sem conhecer ninguém na cidade e sem passar vergonha.

Depois de pensar um pouco, sentado na calçada, ele viu um padre passando e teve uma idéia brilhante.

— A benção, seu padre! — disse ele, pra chamar a atenção do homem.

— Diga, meu filho...

— O senhor poderia me dizer onde é que fica a igreja mais próxima?

— Claro. Fica há duas quadras daqui.

— Duas quadras? Nossa, padre. Fica bem perto do puteiro, hein!

— Não, meu filho. O puteiro fica a 4 quadras, à direita, depois da terceira lombada, em uma casa vermelha, número 69.

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O velho fazendeiro do interior de Minas está em sua sala, proseando com um amigo, quando um menino passa correndo por ali.

Ele chama:

— Diproma, vai falar para sua avó trazer um cafezinho aqui pra visita!

E o amigo estranha:

— Mas que nome engraçado tem esse menino! É seu parente?

— É meu neto! Eu chamo ele assim porque mandei a minha filha estudar em Belzone e ela voltou com ele!

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Os dois cumpadres pitavam o cigarrim de paia e prosiavam. Um deles pergunta:

— Ô cumpadre, cumé que chama mesmo aquela coisa que as muié tem (faz um sinal com as duas mãos), quentim, cabeludim, que a gente gosta, é vermeia e que come terra?

— Uai... quentim... vermeia...? A gente gosta? Uái sô, só pode ser xoxota. Mas eu num sabia que comia terra, sô!

O outro dá uma pitada no cigarro:

— Pois come, cumpadre. Só di mim, cumeu treis fazenda.

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Um fazendeiro, ao ver seu gado morrer de uma doença misteriosa, resolveu chamar o Pai de Santo para fazer um "trabalho" para tentar salvar seu rebanho.

O Pai de Santo, muito safado, disse que para resolver o problema precisaria ficar a sós com a mulher do fazendeiro (que era muito bonita).

Eles entraram no quarto e o Pai de Santo pediu para a mulher tirar a roupa. O fazendeiro, que ficou olhando pelo buraco da fechadura quase ficou louco, mas, como era muito ganancioso, ficou calado.

O Pai de Santo disse:

— Mão na canela para salvar as "vaca amarela". E colocou a mão na canela da mulher.

— Mão na coxa para salvar as "vaca mocha". E colocou a mão na coxa da mulher.

— Mão na virilha pra salvar as "novilha".

O fazendeiro vendo aquilo gritou:

— As "vaca preta" e os "boi zebu" você pode deixar morrer tudo.

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Mineirim, miudinho, todo tímido embarca no ônibus de BH para Resplendor. Seu colega de poltrona, um baita dum home de 2 metro de altura, com cara de poucos amigos.

O homão no maior ronco e mineirim todo enjoado com as curvas da estrada. A certa altura mineirim não agüenta e vomita todo o jantar no peito do homão de 2 metro de altura por 2 de largura.

Mineirim no maior desespero e o baita sujeito ainda roncando. Chegando em Valadares o homão acorda, passa a mão no peito todo melecado e gosmento.

Olha indignado e confuso pro mineirim, que imediatamente bate a mão no seu ombro e pergunta:

— Ocê Miorô?

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Uma dona de casa, num vilarejo, ao atender as palmas em sua porta...

— Ô de casa, tô entrando!

Ela se depara com um homem que vai entrando em sua casa e joga esterco de cavalo em seu tapete da sala. A mulher apavorada pergunta:

— O senhor está maluco? O que pensa que está fazendo em meu tapete?

O vendedor, sem deixar a mulher falar, responde:

— Boa tarde! Eu estou oferecendo ao vivo, o meu produto, e eu provo pra senhora que os nossos aspiradores são os melhores e mais eficientes do mercado, tanto que vou fazer um desafio: se eu não limpar este esterco em seu tapete, eu prometo que irei comê-lo!

A mulher se retirou para a cozinha sem falar nada. O vendedor curioso, perguntou:

— A senhora vai aonde? Não vai ver a eficiência do meu produto?

A mulher responde:

— Vou pegar uma colher, sal, pimenta e um guardanapo de papel. Também uma cachaça para te abrir o apetite, pois aqui em casa não tem energia elétrica!

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Um mineirim tava no Ridijaneiro, bismado cas praia, pé discarço, sem camisa, caquele carção samba canção, sem cueca pur dibacho.

Os cariocas zombano, contano piada de mineiro. Alheio a tudo, o mineirim olhou pro marzão e num se güentô: correu a toda velocidade e deu um mergúio, deu cambaióta, pegô jacaré e tudo mais.

Quando saiu, o carção de ticido finim tava transparente e grudadim na pele. Tudu mundo na praia tava oiano pro tamanho do "amigão" que o mineirim tinha. O bicho ia até pertim do juêio… A turma nunca tinha visto coisa igual. As muié cum sorrisão, os homi roxo dinveja, só tinham olhos pro bicho.

O mineirim intão percebeu a situação, ficou todo envergonhado e gritou:

— Qui qui foi, uai? Seus bobãum… vão dizê qui quando oceis pula na água fria, o pintim doceis num incói tamém?

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O caipira foi pra cidade grande pela primeira vez e como nunca tinha ido em um inferninho antes, foi matar a curiosidade.

Chegando no prostíbulo já arrumou uma acompanhante e desceram para o quarto. Ele caipira muito acanhado perguntou a moça:

— O que eu faço agora?

A moça responde surpresa:

— Você nunca teve uma mulher?

Ele responde timidamente que nunca esteve com uma mulher. A moça espantada com aquela situação o orienta:

— Faça o seguinte: volte para a roça e faça um buraco no barranco, treine lá por um mês e depois volte aqui.

O caipira seguiu a orientação da moça e um mês depois estava de volta após muito treinamento...

Chegando no quarto novamente, a moça se deita pronta para o caipira, quando ele tira um pedaço de galho de árvore do bolso e começa a enfia na vagina da mulher. Ela apavorada, grita:

— O que é isso?

Ele responde calmamente:

— Estou vendo se não tem formiga!

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Um dia a mulher acordou, olhou pela janela e viu que a única vaquinha que eles tinham estava morta. A Velha ficou desesperada. E agora como iam alimentar a família? A vaquinha era o único bem que tinham. Deprimida, a mulher se suicidou.

Quando o marido acordou e viu a mulher e a vaquinha morta, ele não agüentou e teve um ataque cardíaco fulminante.

O filho mais velho acordou e viu a situação. Tomou uma decisão drástica: foi ate o rio para se afogar. Quando chegou no rio, deu de cara com uma sereia:

— Eu sei o que aconteceu com a sua família!

Disse a sereia:

— Mas se você transar comigo cinco vezes seguidas, eu trago todo mundo de volta!

O cara mandou ver. Mas só agüentou quatro vezes, na quinta ele broxou. A sereia ficou nervosa e o jogou no rio onde ele morreu afogado.

Então acordou outro irmão. Foi ate o rio atrás do irmão mais velho e encontrou a sereia.

— Se você transar comigo sete vezes seguidas, eu trago todo mundo de volta! — propôs a sereia.

O cara mandou ver, mas na sexta transada ele não agüentou e broxou. A sereia afogou ele no rio.

Então foi a vez do caçula, com doze anos. Ele foi ate o rio e encontrou a sereia.

— Se você transar comigo dez vezes, eu trago todo mundo de volta! — propôs a sereia.

— Dez vezes? — pergunta o caçula — E se você não agüentar e morrer que nem a vaquinha?

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