Piadas de Caipira

Um paulistano, trabalhando duro, suado, de terno e gravata, vê um caipira deitado numa rede, na maior folga.

O paulistano não resiste e diz:

— Você sabia, que a preguiça é um dos sete pecados capitais?

E, o caipira, sem nem se mexer, responde:

— A inveja também!

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Um jovem fazendeiro viajava com uma carreta cheia de milho quando, em um momento de descuido, a carreta virou. Logo depois do acidente, aparece uma linda garota, que morava na região e ouviu o barulho.

— Olá! Você se machucou?

— Não... Estou bem! — disse ele, abrindo a porta do caminhão. — O problema agora vai ser desvirar a carreta!

— Ah, não se preocupe! Esquece um pouco disso, vem almoçar na minha casa e depois eu arrumo gente pra te ajudar!

— Ah, não sei — diz ele, apreensivo — É muita bondade sua, mas acho que meu pai não iria gostar se eu fizesse isso.

— Ah, deixa disso, vai? Vamos comigo!

— Bom, tudo bem! — disse ele, não resistindo às tentações da moça — Mas eu tenho certeza que meu pai não vai gostar...

Ela não entendeu nada, mas levou o novo amigo pra casa dela. Lá eles comeram e a garota se ofereceu de sobremesa. O garoto, novamente titubeou, mas não resistiu. Depois ela queria mais, porém agora ele teve que negar:

— Olha, moça! Estou adorando tudo isso, mas infelizmente vou ter que ir! Meu pai deve estar furioso comigo!

Ela, inconformada com a atitude dele, esbravejou:

— Assim não dá! Chega de falar do seu pai! Afinal, onde está ele?

— Ah, ele ficou debaixo da carreta!

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O caipira veio pra São Paulo e ficou completamente perdido.

Então perguntou pra um sujeito que estava sentado na praça, fumando.

— Dia, moço... O sinhô sabe onde é que fica o terminal de Ônibus da Praça da Arve?

— Praça da Árvore? — corrigiu o paulistano.

— Isso, exatamente... Praça da Arve!

— Fica ali, ó! Na primeira rua à esquerda. Qualquer idiota sabe!

— Mais é por isso mesmo qui eu perguntei pro sinhô, uai!

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Uma pesquisadora do IBGE bate à porta de um sitiozinho perdido no interior.

— Essa terra dá mandioca?

— Não, senhora — responde o capiau.

— Dá batata?

— Também não, senhora!

— Dá feijão?

— Nunca deu!

— Arroz?

— De jeito nenhum!

— Milho?

— Nem brincando!

— Quer dizer que por aqui não adianta plantar nada?

— Ah! Se plantar é diferente...

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O sujeito todo apressado pergunta aos dois caipiras sentados no banco da praça onde ficava o banheiro público.

— Bem ali — responde um deles, apontando em uma direção.

Sem mesmo agradecer, o sujeito vai voando ao local indicado.

Alguns minutos depois, volta aliviado e sorridente.

— Obrigado pela informação, camaradas. Não há nada tão bom quanto uma boa cagada!

— Desculpe, seu moço! — comenta um deles. — Ou ainda eu não aprendi a cagar, ou o senhor ainda não aprendeu a trepar!

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O caipira chega e pede ao vizinho:

— Cumpade, você pode me emprestar o seu burro pra eu terminar de arar minha plantação?

— Agora num posso cumpade, meu burro tá pastando.

Mas, no mesmo instante, o burro relincha lá na cocheira.

— Que vergonha, cumpade! Seu burro acaba de relinchar lá na cocheira!

O outro responde, todo ofendido:

— E ocê acredita mais na palavra dele do que na minha?

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Um dia, um caipira foi entregar o leite na casa do patrão bem na hora do almoço e foi convidado a comer com a família. Com vergonha de sua falta de modos, ele preferiu não aceitar. O patrão insistiu:

— Coma conosco.

E o caipira:

— Não, brigado.

— Coma conosco, está uma delicia!

— Ah, tudo bem, acho que vou experimentar um conosquinho, então.

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Cansado de ouvir as queixas da mulher, reclamando de dores na bexiga, o caipira resolve levá-la ao médico.

— A senhora urina com abundância? — pergunta o médico durante os exames.

A mulher, que não tinha a mínima idéia do significado do verbo urinar, permaneceu calada.

— A senhora urina com abundância? — repete o médico num tom um pouco mais alto.

A mulher permanece quieta.

— O que é que o doutor quer saber? — intervém o caipira.

— Eu quero saber se a sua mulher mija com abundância!

— Não, seu doutor! Me parece que é com a bucetância mesmo!

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Dois caipiras se encontram:

— Ô, Bastião! Quanto tempo, homi! Quais as novidade?

— Novidade só que morreu meu vô, meu pai, minha mãe, minha tia e meu primo.

— Todos eles morreru? — pergunta o amigo, assustado.

— Todinhos!

— Eita, mas morreru di quê, Bastião?

— De derrame.

— Todos de derrame?

— Pois é. Eles tavam na caçamba num caminhão, indo pra Sum Paulo aí a danada virô e derramô eles tudo lá pra baixo!

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A representante do IBGE que fazia a contagem dos habitantes do interior e ao caipira, dono da casa:

— Quantos filhos o senhor tem?

— Quatorze moça, mas a patroa tá esperando mais um.

— Quatorze? Admira-se a moça! Puxa, mas então a sua prole é grande, hein?

E o caipira não sabendo o que é prole, responde:

— Até que não é muito não, moça, mas tá sempre dura!

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O caipira vai ao médico reclamando de dores no pênis.

— Quantas relações sexuais o senhor tem por semana? — pergunta o doutor, antes de examiná-lo.

— Assim de cabeça não sei contar não, seu doutô!

— Como não sabe contar?

— É que eu fugi da escola novinho! Só sei contar até dez!

— Dez? — perguntou incrédulo o doutor. — Então vou mudar a minha pergunta: quantas relações sexuais o senhor teve ontem?

— Agora facilitô! Ontem eu acordei de madrugada dei uma, de manhã, antes do café, dei outra; depois do café, mais uma; aí fui trabalhar no cafezal. Lá pelas dez horas a patroa foi me levar um lanchinho e...

— O senhor deu mais uma?

— Não, seu doutô! Aí eu dei duas! Depois, antes do almoço, dei outra, tirei um cochilo, dei outra, vortei pro cafezal. Quando deu de tarde, fui pra casa e dei mais uma antes do jantar... aí fui dormi porque já estava ficando cansado!

— Então o senhor deu sete?

— Se não esqueci nenhuma...

— Então taí o problema! O seu pênis está doendo porque você está fazendo sexo demais!

E o matuto:

— Ai, que alívio...

— Alívio? Por quê?

— Pensei que fosse as punhetas que eu toco quando tô no cafezal!

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O caipira está belo e folgado pescando à beira de um rio, quando aparece um sujeito desesperado:

— Ei, amigo! O senhor não viu por aí uma mulher loira, de camisa azul e saia amarela?

— Ora, vi sim senhor! Passou aqui inda agorinha!

— Puxa, graças a Deus! Então ela não deve estar longe, né?

— Tá não! Principalmente hoje que a correnteza tá fraquinha, fraquinha...

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Dois compadres se encontram depois de muito tempo sem se ver:

— E aí Jeremias, como andam as coisas?

— Tudo bem e você?

— Eu estou bem! E como está meu afilhado?

— Ah, compadre! Tenho uma péssima notícia para você. É que o menino deu pra ser boiola agora.

— Não me diga, Jeremias. E como vai o seu filho mais velho?

— Esse só se solta quando bebe, mas o menino só quer viver bêbado, compadre!

— Nossa, mas, me diga uma coisa, ninguém gosta de mulher na sua casa? — Pergunta o amigo surpreso.

— Claro, minha filha é doida por mulher!

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