Piadas de Caipira

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Licença Obrigatória

Em viagem para a Amazônia, o caipira viu que não resistiu aos encantos dos grandes rios e começou a pescar. Pescou um, dois, três, uma infinidade de peixes grandes. Estava feliz da vida. De repente chega um guarda florestal e o intimou:

— Ei, o senhor precisa de licença para pescar aqui!

— Mas seu dotô... As minhoca tão funcionando tão bem!

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Fazendo Estrada

O caipira estava sentado num barranco, pitando o seu cigarrinho de palha e apreciando a paisagem quando pára um carro e descem dois sujeitos com um monte de tralhas.

O caipira fica um tempão observando-os. Mede daqui, mede dali, torna a conferir, até que o caipira não resiste e pergunta:

— Me adescurpe a intromissão, mas o que é que ocêis tão fazeno cum estes trecos tudo aí?

Ao que um deles respondeu, todo educado:

— É que nós somos engenheiros! Estamos fazendo as medições para fazer uma estrada!

E o caipira:

— Ah! bão! É que aqui nóis num faiz istrada deste jeito não!

E o engenheiro, em tom desafiador:

— Ah, não? Então como é que vocês fazem estradas por aqui?

— A gente sórta um burro e vai seguindo ele, por onde o bicho passa é sempre o mió caminho pra se fazê a istrada...

— E se vocês não tiverem o burro?

— Bom... daí a gente chama um engenhero!

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Arrancar Um Dente

O caipira vai ao dentista:

— Dotô, quanto custa pra arrancá um dente?

— São cem reais!

— Creio em Deus padre! Só pra arrancá um dente?

— Exatamente!

O caipira virou-se para ir embora, mas pensa um pouco, coça o queixo e pergunta:

— E se for só pro senhor deixá ele mei bambinho?

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Atrás da Moita

Gislaine era uma caipirinha de 17 anos, ainda virgem. João Gafanhoto era o cara mais tarado da região, que vivia convidando a moça pra ir pra cama, pro sofá, pro mato, pra qualquer lugar, desde que fosse pra fazer sexo.

Certo dia ela finalmente concordou e os dois foram pra uma moita, atrás da casa da moça. Mas, como não sabia nada sobre o assunto, ela pediu instruções:

— Ai, João... Cumé qui é esse negócio de sexo?

— É simpres, Gislaine! E é bão dimais, sô!

— Mas como que eu faço? Me exprica, homi!

— Primero ocê levanta a saia!

— Assim? — disse a gostosona, mostrando a calcinha.

— Hummm! Isso memo, Gislaine! Assim memo, sô!

— I Agora?

— Agora ocê báxa a calcinha! — disse ele, excitadíssimo.

— E agora, João?

— Hummmm... É... Agora agacha e mija qui seu pai tá olhando!

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Cheiro do Cio

Um casal de amigos estava caminhando pela fazenda quando a garota vê um cavalo transando com uma égua e pergunta:

— Ô Zé, o que eles tão fazendo?

— Eles tão se acasalando, sô! Quando a égua tá no cio, o cavalo sente o cheiro e eles cruzam!

Um pouco mais pra frente, a garota vê um boi e uma vaca transando, e pergunta:

— Ô Zé, o que eles tão fazendo?

— Eles tão se acasalando, sô! Quando a vaca tá no cio, o boi sente o cheiro e eles cruzam!

— Hum... Zé, posso pergunta uma coisa pr'ocê?

— Pode sim!

— Você tá com o nariz entupido?

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Asa Delta

Dois caipiras estavam caçando numa mata, quando passou por cima deles um cara de asa delta. Os dois nunca tinham visto uma asa delta antes e um deles falou:

— Compadre, olha o tamanho daquele bicho! Atire nele, compadre!

E o outro atirou com uma daquelas espingardas antigas, do tempo do onça e a fumaça tomou conta de tudo.

E o outro perguntou:

— Matou o bicho compadre?

— Eu não sei se matei, mas pelo menos o bicho largou o rapazinho!

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Preparação da Pescaria

Os dois caipiras se encontram no ponto de ônibus para uma pescaria.

— Então cumpade, tá animado? — pergunta o primeiro.

— Eu tô, home! Ô cumpade, pro mode quê tá levano esses dois embornal?

— É que tô levano uma pingazinha, cumpade.

— Pinga, cumpade? Nóis num tinha acertado que num ia bebê mais?

— Cumpade, é que pode aparecê uma cobra e pica a gente. Aí nóis desinfeta com a pinga e toma uns gole que é pra mode num sinti a dô.

— É... e na outra sacola, o que qui tá levano?

— É a cobra, cumpade. Pode num tê lá...

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Cuspidores

O caipira ia sentado num ônibus em frente a um rapaz todo engomadinho. De repente, o engomadinho dá uma tossida, enche a boca de saliva, dá uma cuspida que passa rente ao rosto do caipira e sai pela janela.

O caipira olha feio, se ajeita no banco, mas permanece em silêncio. Dois minutos depois, outra cusparada passa zunindo pela sua orelha.

Ao ser encarado novamente, o engomadinho se defende:

— Muito prazer! Eu sou Honorino Rodrigues, cuspidor profissional.

O caipira fica quieto, enche a boca e vapt, uma cuspida bem na cara do engomadinho.

— Muito prazer! Eu sou Zé da Silva, cuspidor amador!

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Bom Sujeito

O caipira chega ao banco e procura o gerente:

— Posso falar com o senhor?

— Claro, pois não! Pode sentar!

— Se o senhor não se incomoda, eu gostaria de que a gente conversasse ali no fundo.

— Ora, mas por quê?

— É que eu estou precisando de um empréstimo e me disseram que apesar de trambiqueiro, no fundo o senhor é um bom sujeito...

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Trabalho em São Paulo

O caipira tenta convencer o amigo a ir trabalhar em São Paulo:

— Vamos lá, Zé! A vida lá é melhor!

— Vô não! Lá tem muito bandido!

— Que nada! Você fica sabendo que é lá que o dinheiro corre adoidado!

— Mais um motivo... Aqui que ele fica parado eu não vejo nem a cor... imagina esse danado correndo!

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Merda no Chão

Dois caipiras estavam voltando do trabalho na roça quando quase pisam em um montinho suspeito.

— Eita nóis! Será que isso é merda?

— Hum — diz o amigo, pensativo — Sei não, viu... Vamo vê!

Então eles chegam bem perto, cheiram e ainda ficam na dúvida:

— Acho que num é não!

— Dêxa eu vê! — e coloca o dedo no montinho.

— Será qui é?

Então o amigo coloca o dedo na boca, pra ter certeza.

— Hum... — ele resmunga, fazendo uma careta — É merda memo!

— Tem certeza?

— Acho que sim... Experimenta ocê!

Então o amigo também dá uma provadinha.

— Ich! É merda memo, sô!

— Pois é... Inda bem que a gente num pisô, né?

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Procura de Emprego

— Qual seu nome?

— Raimundo Nonato, seu dotô.

— Doutor não. Sou um oficial da Legião Estrangeira. Sou um combatente, não um médico. Trate-me por comandante.

— Sim, senhô, seu comandante.

— Por que você está se alistando na legião? Sabe que aqui a vida é muito dura? Poucos aguentam as primeiras semanas e você me parece muito franzino.

— Problema não, seu do... comandante. Eu quero vim pra cá pru que não tenho mais nada na vida. Perdi muié e fios no pau-darara Qui virô quando nóis ia pra Sum Paulo. Em Sum Paulo não arrumei nem imprego di serventi nem nada. Eu num sou home di pidi nada prus otru, di modi qui vim assunta se póssu trabáia aqui. Mi falaru qui a genti ganha pocu mas que cumida num farta. Di trabaio eu num tenho medo i nem di briga também não, se comandante. Si o sinhô quisé ieu posso inté mostra...

— Chega de conversa. De qualquer modo você vai ter que ser aprovado em três testes antes de ser admitido: está vendo aquele vidro? Tem dois litros de óleo de rícino. Você tem que beber tudo de uma só vez, sem deixar nada no fundo. Está vendo aquela jaula? Dentro tem um urso bravo de quase dois metros de altura. Você vai ter que entrar na jaula e apertar a mão do urso. Se passar nestes dois testes, vai para o terceiro, que é ter relações sexuais três vezes seguidas com uma cigana de oitenta anos que não toma banho a mais ou menos dez anos. A primeira relação deve ser normal, a Segunda deve ser anal e a terceira oral. As relações devem ser seguidas, sem intervalo de tempo. Entendeu? Sabe bem do que falei?

— Sei sim sinhô. Mais Filismina num sabi...

— Não quero saber de sua vida íntima passada. Pode começar os testes.

Raimundo partiu para o vidro e, faminto como estava, tomou todo o óleo de uma virada só e correu para a jaula ainda lambendo os beiços. Só pensava que tinha que conseguir o emprego de qualquer jeito. Entrou na jaula e se jogou em cima do urso. Foi uma luta ferrenha que durou mais de quinze minutos. Da luta em si nada poidia se ver, tal a poeira que levantava. O barulho era medonho. Os urros do urso eram apavorantes. De repente, silêncio quase que total, quebrado apenas por gemidos do Raimundo. O resultado não se podia ainda ver por causa da poeira.

Mais uns cinco minutos de gemidos, e a poeira foi baixando. O urso, caído no fundo da jaula, parecia uma vítima de atropelamento. Raimundo, todo arranhado e sorridente, saiu da jaula arrumando suas roupas rasgadas, endireitando as calças e gritou para o comandante:

— Foi trêis viiz, seu comandanti. Agora, cadê a ciganinha pru modi eu apertar a mão dela?

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Cheia de Pulgas

O patrão dá uma bronca no caseiro caipira:

— Olha, seu José, não deixe a sua cadela entrar novamente na minha casa! Ela está cheia de pulgas!

No mesmo instante o caseiro vira-se para a sua cadelinha:

— Teimosa, vê se não entra mais na casa do patrão! Lá tá cheio de pulgas.

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Caipira no Hospital

O caipira leva a mulher ao hospital. A médica começa a examiná-la:

— Huuummm... A sua mulher não está com uma aparência muito boa. Olhos fundos, pele escamosa, lábios murchos, rosto sem cor...

E o caipira:

— Dona, se a senhora se olhar no espelho, vai ver que também não é lá essas coisas!

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Vaca Preta e Branca

Um trilheiro pergunta para um caipira acompanhado de duas vacas, uma preta e uma branca:

— Essa sua vaca dá muito trabalho?

— Qual, a preta ou o branca?

— Ah, a preta.

— A preta dá muito trabalho.

— E a branca?

— Ah também.

— Essa vaca dá muito leite?

— Qual, a preta ou o branca?

— Ah, a preta.

— A preta dá muito leite.

— E a branca?

— Ah, também.

— Poxa, mas tudo que eu te pergunto você pergunta se é a preta ou o branca.

— É porque a preta é minha.

— E a branca?

— Também!

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Uso da Camisinha

O carro da moça enguiça no meio do mato, onde havia apenas uma cabana com dois matutos, a quem ela pede ajuda. Eles foram tão prestativos, que ela resolve agradecer de uma maneira diferente e se oferece para os dois.

— Nóis topa! A gente nunca vê muié por aqui há um tempão!

— Só tem uma coisa — adverte ela, tirando duas camisinhas da bolsa — vocês vão ter de usar isto daqui, senão eu fico grávida!

Terminada a festa, a moça foi-se embora com o seu carro e os matutos ficaram dormindo até o dia seguinte. Lá por volta do meio-dia, um virou-se para o outro e disse:

— Você se importa se aquela moça engravidar?

— Eu não!

— Então vamo tirá esta porcaria do pinto?

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Reformando o Sítio

O caipira comprou um sítio no meio de um matagal e sozinho, começou a trabalhar. Capinou, arou, construiu um galinheiro, um pomar, fez uma horta e uma casinha de dar inveja aos seus vizinhos. Um dia, o padre resolveu aparecer por lá para pedir um donativo e comentou:

— Que belo trabalho vocês fizeram aqui!

— Vocês?

— Sim, você e Deus!

— Ah! Mas o senhor precisa ver como é que tava isso aqui na época que Ele cuidava sozinho!

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Caipira no Escritório

Depois de muito relutar e um tanto quanto a contra-gosto, o sujeito contrata o caipira para tomar conta do seu escritório. No primeiro dia de trabalho do caipira, ele passa a manhã toda fora e quando volta vai logo perguntando:

— Alguém esteve aqui?

E o caipira:

— Esteve sim, senhor!

— Quem?

— Eu.

E o sujeito, irritado:

— Não foi isso que eu perguntei. Eu queria saber se alguém entrou aqui neste escritório depois que eu saí.

— Entrou sim, senhor!

— Quem?

— O senhor!

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Máquina de Ordenhar

Um caipira que tinha a maior fama de tarado conseguiu um emprego na fazenda do maior criador de vacas da região. Logo no primeiro dia, ele estava limpando o curral, viu uma máquina de ordenhar vacas toda moderna e começou a fuçar. Logo a máquina começou a chupar um de seus dedos. Com a mente suja que ele tinha, logo colocou o bilau na máquina, que começou a sugar incessantemente.

— Uia! Esse trem é bão demais, sô! — gritava ele, delirando com o novo emprego.

Até que ele chegou ao primeiro orgasmo, mas ainda estava cheio de vontade, logo teve outro orgasmo. Após já estar cansado ele fez força pra tirar o membro de lá, mas não conseguia de modo algum. Fez força pra lá, força pra cá e nada do bendito sair da ordenhadora.

Até que ele começou a procurar algum botão que desligasse aquela geringonça, mas só achou uma plaquinha: "Desliga-se automaticamente após 5 litros"

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Quebrando o Gelo

O cumpadre há muito tempo estava de olho na cumadre e aproveitando a ausência do cumpadre, resolveu fazer uma visitinha para ver se ela não precisava de alguma coisa.

Chegando lá, os dois meio sem jeito, não estavam acostumados a ficar a sós, quase não falaram. E fica um grande silêncio. Depois de uns cinco minutos, o cumpadre se enche de coragem e resolve quebrar o gelo:

— Cumadre, que tu acha: trepemo ou tomemo um mate?

— Bão, cumpadre... — responde ela — Ocê me pegou sem erva...

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Batida no Carro

Um caipira foi andar com seu carro na cidade, e tomava todo cuidado do mundo para não bater. Mas quando menos esperava, um caminhão bate na traseira do seu carro.

O caipira furioso diz:

— Seu mardito, agora ocê vai ter que paga a merda que ocê fez!

O caminhoneiro responde:

— Desculpe senhor! Olhe eu estou duro, mas meu patrão resolve com você, mas não sei se você vai conseguir falar com ele pois ele é americano.

— Não! Eu me reviro nessa parte — responde o homem.

O caipira ligou, chamou, chamou, até que o americano atendeu:

— Hello!

O homem bravo logo responde:

— Relou o caramba! Amassou foi tudo!

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Conhecendo o Preservativo

O caipira entra no consultório médico, com a esposa e 9 crianças à tira-colo, querendo saber um jeito de não ter mais nenhum filho.

— O senhor usa preservativos? — pergunta o médico.

— Preservativo? Qui negócio é esse, Dotô?

Muito prestativo, o médico explicou o que era e até deu algumas camisinhas para o caipira, que saiu de lá feliz da vida.

Seis meses depois, ele volta ao consultório com a esposa grávida, reclamando:

— Seu Dotô! O seu remédio é uma porcaria! Nóis já vamo tê otra criança...

— Mas o senhor usou os preservativos? — perguntou o médico, preocupado.

— Craro que sim, dotô... Eu usava todo santo dia! Só tirava pra mijá e pra trepá!

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Saudação do Caipira

O caipira estava tranqüilo, deitado na sala, fumando o seu sagrado cigarrinho de palha e assistindo televisão, quando o seu cumpadre passa e acena pela janela:

— Bom dia, Zé... tudo firme?

Ele vira para o amigo e diz:

— Não, cumpadre... Por enquanto é tudo futebor.

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Vaca Cruzando

O caipira leva a sua vaca para cruzar com o touro da vizinha. Depois de ajudá-los no que podiam, os dois ficam ali, pendurados na cerca, olhando os animais transarem. Aí o caipira muito do malandro, olha com malícia para a vizinha e comenta:

— Cumadre, eu tô doidinho pra fazer aquilo que o seu touro tá fazendo na minha vaca!

E ela:

— Entonces vai lá, cumpadre! A vaca não é sua?

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Jacaré Manso

O caipira vai visitar seu compadre quando se assusta com a presença de um certo animal:

— Ô cumpadi, conhece o jacaré que eu acabei de comprá? É um Jacaré Chupadô!

— Jacaré Chupadô? Que diabo é isso?

— Dá só uma oiada!

Então o caipira abaixa as calças e o jacaré começa a fazer o serviço...

— Cumpadi, mas que coisa, nunca tinha visto isso!

— É... só tem uma coisa: na hora que ocê terminar, tem que bater na cabeça dele, senão o bicho não sorta — dizendo isso, dá uma paulada na cabeça do jacaré que se solta e mergulha pro lago novamente.

— E aí, cumpadi? Quer experimentar?

— Ói, cumpadi, eu até que experimento, mas ocê não vai dar uma paulada na minha cabeça não, né?

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Traição De Mineiro

O amigo chega pro Carzeduardo e fala:

— Carzeduardo, sua muié tá te traino co Arcide.

— Magina! Ela num trai eu não. Cê tá inganado, sô.

— Carzeduardo! Toda veiz que ocê sai pra trabaiá, o Arcide vai pra sua casa e prega ferro nela.

— Duvido! Ele num teria corage.

— Mais teve! Pode cunfiri.

Indignado com o que o amigo diz, o Carzeduardo finge que sai de casa, sesconde dentro do guarda-roupa e fica olhando pela fresta da porta. Logo vê sua mulher levando o Arcide para dentro do quarto pra começar a sacanage. Mais tarde, ele encontra com o amigo, que lhe pergunta o que houve. E então, o Carzeduardo relata cabisbaixo:

— Foi terrive di vê! Ele jogou ela na cama, tirou a brusa... e os peito caiu... Tirou a carcinha... a barriga e a bunda dispencaro... Tirou as meia... e apariceu aquelas varizaiada toda e as perna tudo cabiluda. E eu dentro do guarda-roupa, cas mão no rosto, pensava: "Ai... qui vergonha que tô do Arcide!"

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Instruções do Supositório

Cráudio estava sentindo fortes dores nas costas mas, como era caipira da gema, não queria ir ao médico de jeito nenhum. Até que, depois de sua mulher Gislaine insistir muito, ele concordou em ir. Mas ela fez questão de ir junto. Enquanto ele era examinado, sua esposa esperava do lado de fora.

E o médico disse após a consulta:

— Não é nada grave, só uma inflamação... Você coloca esse supositório e fica tudo bem!

— Brigado, dotô... — disse o caipira, saindo da sala.

Do lado de fora, Gislaine foi logo perguntando:

— I aí, Cráudio? Como foi, homi?

— Eu só perciso usá esse negóço aqui... Chama "suipostório".

— Mais comé qui si usa isso, homi?

— Uai... — disse ele, colocando a mão na cabeça — Sei lá eu, sô!

— Intão vorta lá, uai! Ocê tá pagano, ele tem qui ti ixpricá!

— Ai... O homi vai ficá brabo!

— Vai lá i num recrama, Cráudio!

E lá se foi o Cráudio:

— Dotô! Onde foi qui o sinhô mandô colocá o suipostório memo?

— No reto. Supositórios são para colocar no reto.

— Brigado, dotô... — disse ele, saindo da sala.

— I aí, Cráudio — perguntou Gislaine.

— Eu perciso colocá isso aqui no reto! — disse ele.

— Mais onde é qui fica esse negóço, Cráudio!

— Uai... Eu sei lá!

— Mais ocê tá pagano! Ele tem que ixpricá tudo! Trata di vortá e perguntá!

— Mas o homi vai ficá brabo, Gislaine...

— Vai logo, Cráudio!

E lá estava o caipira de novo na sala do médico.

— Ondi é memo qui tem qui colocá o troço, dotô?

— No reto — explicou o médico, calmamente — No final da coluna cervical...

— Brigado, dotô! — e saiu da sala.

— Pronto, Gislaine — explicou ele pra sua esposa — É só eu colocá no reto, qui fica no finár da coluna cervicár!

— Ai, Cráudio! Mais o que é essa tár de cervicár?

— Ih, isso eu já num sei...

— Intão vorta lá, home!

E lá se foi ele mais uma vez.

— Dotô... Disculpa... Mais onde foi memo que o sinhô falô pra infiá o negocinho?

— No cu, Cráudio! No cu! Enfia no cu!

Cráudio saiu da sala do médico e comentou com a esposa:

— Viu, Gislaine... Eu num falei que o homi ia ficá bravo?

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Ligação do Caseiro

O sujeito estava no maior ronco, quando toca o telefone, em plena madrugada:

— Aqui é o Aristides, o caseiro da sua fazenda!

— O que houve Aristides, aconteceu alguma coisa grave?

— Nada não, doutor! Eu só queria avisar que o seu papagaio morreu!

— Meu papagaio? Aquele que ganhou o concurso no mês passado?

— Sim, este mesmo!

— Puxa, que pena! Eu havia pago uma pequena fortuna por ele... mas ele morreu de quê?

— Comeu carne estragada!

— Carne estragada? Quem deu carne estragada para ele?

— Ninguém... ele comeu de um dos cavalos que estavam mortos.

— Que cavalos?

— Dos seus cavalos puro-sangue! Eles morreram de cansaço, puxando a carroça d'água.

— Puxando a carroça d'água? Que água?

— Para apagar o fogo!

— Fogo? Onde?

— Na sua casa... uma vela caiu na cortina e ela pegou fogo.

— Vela? Mas quem foi acender vela lá em casa, se tinha eletricidade?

— Foi uma das velas do velório!

— Velório?

— É... o velório da sua mãe... ela chegou lá de madrugada sem avisar e eu atirei nela, pensando que era um ladrão!

— Ah, meu Deus...

O sujeito não aguentou e caiu duro no chão. O caseiro então comenta:

— Nunca vi alguém gostar tanto de um papagaio...