Piadas de Caipira

De viagem no interior, o paulista vê um grande lago e tem a brilhante ideia de fazer uma pescaria.

— Esse lago é propriedade de alguém? — pergunta ele a um caipira que está passando.

— Não sinhô. É púbrico!

— Então é crime tirar alguns peixes dele?

— Crime num é não sinhô... É milagre!

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O casalsinho da cidade grande vai passar férias no interior e o cara, empolgado com a sabedoria dos matutos, comenta com a namorada:

— Olha, amor, você precisa ver... Eles têm os seus próprios métodos para adivinhar tudo que vai acontecer! O céu, o cheiro do ar, a direção do vento... Desse jeito eles sabem se vai chover, fazer sol, essas coisas... Quer ver? — diz ele se aproximando de um morador da região.

— O amigo sabe dizer se vai chover? — pergunta ele.

— Bão, agora, agora, não... De tarde vai ventá um pôco e vai esfriá... Aí di noite sim, vem chuva...

A moça olha atentamente e fica boquiaberta. O namorado comenta, vitorioso:

— Não falei? Eles têm o dom de ouvir o que a natureza tem pra dizer... Agora olha só a explicação que ele vai me dar... — e volta-se novamente para o caipira.

— O amigo pode contar pra gente como é que faz pra saber tudo isso?

— Bão, eu vi na TV agora a pôco...

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Um velho fazendeiro tinha uma enorme fazenda há anos. Na fazenda tinha nos fundos um bonito lago todo bem arrumado com um carra machão à sua margem... Nele havia uma bela churrasqueira, mesas e cadeiras. O lago foi todo preparado para todos poderem tomar aquele banho gostoso ou até praticar campeonatos de natação.

Depois de muito tempo sem ir ao lago o fazendeiro decidiu dar uma olhada geral para ver se ainda estava tudo em ordem. Pegou um grande balde para aproveitar trazendo umas frutas das fruteiras existentes pelo caminho e ao aproximar-se do lago escutou vozes femininas animadas se divertindo...

Ao chegar mais perto avistou um bando de jovens mulheres se banhando completamente peladas. Ele se fez presente e com isso todas fugiram para longe do fazendeiro e a parte mais funda do lago...

Uma das mulheres gritou:

— Não sairemos enquanto o senhor não for embora!

O velho respondeu:

— Eu não vim até aqui para ver vocês nadando! — e, levantando o balde, completou — Eu só vim dar comida pros jacarés...

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Um homem muito simples, que sabia ler um pouco, chegou à cidade grande e ficou boquiaberto com tantos carros, tantos prédios, construções monumentais, viadutos, túneis, iluminação etc.

Parou diante de um prédio muito alto, ficou contemplando aquela construção incrível e desabafou para um homem que passava:

— Óia só, seu moço, como é que é as coisa. Eles faz essas coisa impossíver e depois escreve na frente: É difício!

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Um homem chega na cidadezinha do interior e, ao procurar o hotel, estranha os preços das diárias: havia diária de cem reais, uma de cinqüenta reais e outra de dez reais.

O capiau atende e explica:

— Na de cem reais tem TV, vídeo e sauna. Na de cinqüenta reais, não tem sauna. Na de dez reais tem que fazê a cama!

O viajante não tem dúvida:

— Fico nessa! Fazer a cama pra mim não é problema!

— Certo... Então pode pegá a madêra, os prego e o martelo ali no fundo!

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O caipira chegou no oculista para uma consulta com sua mulher:

— Douto, o sinhô é zoísta?

— Não, senhor. Eu não sou zoísta, sou oculista!

— O que qui o sinhô é?

— Oculista!

E o caipira, afobado, puxando a mulher:

— Vamu embora, muié, que o seu pobrema é nos zóios!

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O sujeito ia com seu carro esporte por uma estrada do interior quando avistou um velhinho com uma vaca, pedindo carona. Ele resolve parar, mas diz que não há como a vaca acompanhar o carro.

Mas o velhinho garante:

— Tem pobrema não, seu moço. É só amarrar ela no pára-choque que ela vai.

Então eles seguem e o homem resolve brincar com a vaca e aumenta a velocidade gradativamente: 60, 80, 100, 120. E nada da vaca dar sinais de cansaço.

Quando o velocímetro atinge 150 km/h, ele vê a vaca com a língua para fora e diz:

— Olha, meu senhor, eu disse que sua vaca não ia agüentar! Ela já colocou a língua pra fora.

O velhinho, sem se abalar, pergunta:

— Pra que lado tá a língua?

O homem, intrigado, responde:

— Para a esquerda.

— Ah, então encosta que ela tá pedindo passagem!

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O capiau vai a uma estação ferroviária para comprar um bilhete.

— Quero uma passagem para o Esbui — solicita ao atendente.

— Não entendi, o senhor pode repetir?

— Quero uma passagem para o Esbui!

— Sinto muito, senhor, não temos passagem para o Esbui.

Aborrecido, o caipira afasta-se do guichê, aproxima-se do amigo que o estava aguardando e lamenta:

— Olha Esbui, o homem falou que pra você não tem passagem, não!

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Estressado, o alto executivo de uma multi-nacional, seguindo conselhos médicos, vai passar umas férias numa fazenda.

Para passar o tempo, resolve ajudar nas tarefas cotidianas.

No primeiro dia, o capataz da fazenda lhe sugere que espalhe um caminhão de esterco sobre o campo, para prepará-lo para o plantio.

Em poucas horas o executivo está de volta. O capataz confere o trabalho, está perfeito! Ele fica impressionado.

— Agora eu gostaria que o senhor selecionasse estas batatas em três tamanhos diferentes, pequenas, médias e grandes! Com a sua esperteza, vai conseguir terminar antes do final da tarde.

No final da tarde, quando o capataz volta, fica estupefato ao ver o executivo sentado no chão, pensativo, com uma batata na mão e três montinhos minúsculos à sua frente.

— Puxa! — comenta o capaz, coçando a cabeça. — Eu não entendo como o senhor pode ser tão esperto em uma tarefa e tão lerdo na outra.

Ao que o executivo justifica:

— É que espalhar merda é comigo mesmo, mas tomar decisões...

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O sonho de Adolfo era casar com uma moça virgem e ingênua.

Por isso ele resolveu ir para a roça, procurar uma caipira daquelas bem bobinhas. E foi lá que ele conheceu Lindava, a garota dos seus sonhos. Linda, meiga, ingênua...

Era tudo que ele queria!

Em dois meses e eles se casaram. Na noite de núpcias, Carlos resolveu explicar tudo sobre sexo para a jovem esposa. Para começar, botou o negócio pra fora e disse:

— Meu bem, isso aqui é pinto!

A caipirinha arregalou os olhos e disse:

— Credo, uai! Então por que ocê num dá milho pra ele ficar logo um galo que nem o do Janjão?

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Dois compadres mineiros estavam bem sossegados, fumando seus cigarros de palha e proseando.

Conversa vai, conversa vem, eis que a uma certa altura um pergunta para o outro:

— Cumpádi, u quê quiocê acha dessi negóço de nudez?

No que o outro respondeu:

— Achu bão, sô!

O outro ficou assim, pensativo, meditativo... e perguntou de novo:

— Ocê acha bão pur causdi quê, cumpádi?

E o outro:

— Uai! É mió nudêis qui nu nosso, né não?

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O mineiro comprou uma câmera digital e levou para seu sítio. Chegando lá, mostrou aquela novidade para todos. Nunca ninguém tinha visto algo igual e ele diz:

— Pessoar, todo mundo pra-per-da-cerca-di-arami farpado ali, pra modi quê vô tirá umas foto du-cêis.

Ele então programou o temporizador e correu pra junto de todos. Nessa, quando os outros o viram correr na direção deles, saíram correndo, atravessando acerca de arame farpado, rasgando-se todos. Então ele pergunta:

— O quê qui aconteceu, uai?

E sua tia, com as duas orelhas penduradas, respondeu:

— Si ocê qui cunhece esse trem ficou cum medo, imagine nóis qui num cunhece...

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Francinete era uma bela caipira que tinha uma horta nos fundos de sua casa, mas estava muito chateada. Os tomates de seu vizinho, o Zeca, estavam maiores, mais vermelhos e mais suculentos do que os dela. Certo dia, ela se encontra com o vizinho e pede conselhos:

— Ai, Zeca... Eu queria sabê como eu faço pra tê os tomate bonito que nem os seu!

— Ah, eu vô contá procê! Todo dia antes de í imbora da horta, eu vejo se não tem ninguém oiando, abaxo as calça e mostro minhas parte pros tomate! Aí eles ficam vermeio, vermeio!

Muito animada com a nova técnica, Francinete vai até o quintal, tira toda a roupa e fica peladinha na horta. E repete isso por uma semana.

No domingo, ela se encontra com o vizinho Zeca que, muito curioso, pergunta:

— Intão, vizinha? Mostrô as parte pros tomate?

— Mostrei, vizinho...

— I aí? Eles ficaro vermeio?

— Olha, vizinho... Os tomate continuam na mesma. Mas os pepinos...

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