Piadas de Caipira

Dois caipiras voltavam para casa quando um deles tropeçou numa lâmpada de gênio:

— Vixe Maria, João, óia que negóço bunito que chega bria! — disse Joaquim.

— Uia Joaquim, vamu dá uma lipadinha nesse troço que tá todo sujo.

Joaquim, com a camiseta que usava, esfregou a lâmpada, quando surge um gênio:

— Graças aos senhores estou livre dessa lâmpada e, como recompensa, dar-lhe-eis 3 desejos.

Os caipiras, sem saber como dividiam os desejos, discutiam:

— Eita João, já que fui eu quem libertou o homi, fico com 2 e tu com 1.

— Nada disso Joaquim, eu achei a lâmpada, então 2 é meu.

Diante de tal situação e apressado, o gênio decidiu dar 3 ovos a cada caipira e disse que quando quisessem um desejo, era só quebrar um ovo.

Chegando em casa Joaquim foi logo jogando um ovo ao chão:

— Eu queria ser o cabra mais rico desse mundo!

Bum... Apareceu tanto dinheiro que não cabia na humilde casa do rapaz.

— Agora eu queria uma mansão beeem grande e com um canto pra colocar toda essa dinherama aí.

Bum... Dois quarteirões transformaram-se na mansão de Joaquim.

— Mininu, esse negóço é bão memo — disse Joaquim — agora só falta as muié. Então eu quero que as muié mais bunita desse mundo seja tudo doida por mim e morem aki na minha casa.

Bum... Fez-se o pedido, todas as modelos mais belas estavam aos pés de Joaquim.

Passado um mês de vida boa, Joaquim resolve visitar João em sua limousine acompanhado de 2 belas modelos.

Chegando lá, percebeu que seu amigo continuava na mesma e resolveu perguntar:

— Ô meu amigo João, tu não fizesse seus pedidos não?

E João, espantado com a beleza das mulheres de Joaquim, respondeu:

— Amigo véi, se eu te contar tu não acredita! Cheguei em casa com meus 3 ovin e coloquei em cima da mesa. Mas aí, como você sabe, a mesa aqui de casa é pensa e, na hora que coloquei os bixo lá em cima, ela pendeu prum lado e um caiu no chão. Eu fiquei muito puto e fui logo dando um grito: "Carai!". Omi, apareceu carai por todo lado, era no chão, no teto, nas parede, em tudo. Aí, eu joguei o outro ovin no chão e pedi que aquela ruma de carai desaparecesse e bum... sumiu tudo, incrusivel o meu. Aí eu peguei o último ovo, joguei no chão e pedi: eu queria meu carai de volta! Pronto, e aqui estou eu, do mesmo jeito.

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O caipira queria começar uma criação de porcos em sua fazenda começando com alguns poucos porcos e porcas que tinha comprado, mas com algum tempo ele foi notando que as porcas não emprenhavam. Então ele ligou para o veterinário pedindo ajuda e ele aconselhou:

— Faça uma inseminação artificial.

— Certo doutor! Farei isso amanhã mesmo — disse o caipira, que não tinha a menor idéia do que era aquilo, mas não queria demonstrar ignorância — Mas como eu faço para saber se eles estão prenhas?

— Quando elas estiverem prenhas elas vão parar de andar por toda parte e vão ficar mergulhando na lama!

Então o fazendeiro desligou e depois de algum tempo pensando chegou à conclusão que inseminação artificial significava que ele mesmo teria que emprenhar as porcas.

Empenhado em iniciar a sua criação ele colocou as porcas na sua Kombi, foi para o meio do mato, transou com cada uma delas e voltou para a fazenda.

Na manhã seguinte, ele foi ver as porcas e elas continuavam andando por toda parte, então ele concluiu que teria que repetir a dose e assim fez, porém novamente não teve sucesso pois na manhã seguinte elas continuavam andando por toda parte.

Mas ele não desistiu e repetiu a operação, desta vez em uma dose reforçada.

Na manhã seguinte ele estava muito cansado e pediu à sua esposa para que desse uma olhada se as porcas estavam na lama. Ela foi e depois de alguns segundos, voltou dizendo:

— Não, elas não estão na lama! Estão todas dentro da Kombi e uma delas não pára de buzinar!

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Fascinado por carros, o sujeito acaba de comprar uma Ferrari. Louco para testar o seu possante motor, pega uma estrada e logo está a quase 200 km por hora. Neste instante, olha pelo retrovisor e vê um camponês numa bicicleta, a poucos metros de sua traseira. Espantado, ele afunda o pé no acelerador e vê o camponês ali, colado.

Momentos depois, boquiaberto, ele vê o sujeito na bicicleta ultrapassá-lo feito uma bala. Pisa no acelerador novamente, ultrapassa o ciclista, mas logo em seguida, este toma a dianteira.

Irritado, encosta no acostamento, nesta hora o ciclista pára ao seu lado e diz, desesperado:

— Graças a Deus o senhor parou! A porcaria do meu suspensório ficou presa no seu retrovisor.

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De chapéu de palha e roupinha bem puída, o caipira mija na cerca da maior fazenda da região. No meio do ato ele comenta, suspirando:

— Ahhhh... Nada como mijá naquilo que é da gente!

De repente aparece o dono da fazenda, do lado de dentro da cerca e grita:

— E desde quando essa fazenda a tua?

— Fazenda? Eu tô falando é da minha botina, sô!

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O caipira está no hospital, deitado na maca, esperando a chegada do cirurgião.

Depois de algumas horas ele chega e pergunta:

— O senhor tem preferência de anestésico?

E o caipira:

— Óia, dotô... Num sei não! O enfermeiro me garantiu que era úlcera no estrombo!

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Certo dia o gerente de vendas de uma empresa de peças industriais recebeu um fax de um vendedor novo:

"Seo Gomis, o criente de belzonte pidiu mais cuatrucenta pessa. Faz favor toma as providenssa . Abrasso, Nirso"

Uma hora depois chega outro fax:

"Seo Gomis, os relatorio di venda vai xega atrazado proque to fexando umas venda. Temo que mandá treiz miu pessa. Amanha to xegando. Abrasso, Nirso"

E no dia seguinte:

"Seo Gomis, num xeguei pucausa de que vendi maiz deis miu em Beraba. To indo pra Brazilha. Abrasso, Nirso"

Algumas horas mais tarde:

"Seo Gomis, Brazilha fexo 20 miu. Vo pra Frolinoplis e de lá pra Sum Paulo no vinhão das cete hora. Abrasso, Nirso".

E assim foi o mês inteiro. Muito preocupado com a imagem da empresa o gerente levou todas as mensagens que recebeu do vendedor ao presidente.

— Pode deixar que eu tomarei as providências devidas! — disse o presidente ao gerente.

Uma semana depois tinha um aviso no mural da empresa com todas as mensagens do novo vendedor anexadas e uma frase escrita a mão:

"A partí de oje nois tudo vamo fazê feito o Nirso. Si priocupá menos com eças frescura di iscrevê serto i maiz in vendê! Acinado: O Prizidenti"

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Um caipira perdido no centro de Uberlândia pergunta para uma coroa que está na janela:

— Ô dona... será qui pudia mi informá adonde é qui fica o centro da cidade?

Ao ver o jeito simplista do caipira, a mulher começa a rir.

— Por acaso aqui é o quarter do exército? — tornou a perguntar ele.

— Claro que não... Por quê?

— Uai... porque tem um canhão na janela, sô!

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O caipira encontra-se com seu compadre:

— E então, compadre, ouvi dizer que tu tá querendo vender o seu burro!

— Tô sim, compadre! Quero mil e duzentos reais!

— Mil e duzentos? Cê tá maluco! Dou setecentos no pau!

— Nada feito... só vendo se for o burro inteiro!

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Em um ônibus que passava por Minas, com destino ao Rio de Janeiro, entrou um caipira com três porcos a tira-colo. Um carioca gozador que estava sentado bem na frente resolveu tirar uma com o caipira:

— E aí, rapá! Levando os porquinhos para passear, cumpadi?

— É, sô! Os bichim nunca viro o mar, né!

— Só! — respondeu o carioca, em tom de deboche — E esses "bichim" tem nome?

— Tem sim sinhô... Essas duas aqui são fêmea... Elas se chamam Suatia e Suavó!

— Ah, é? — continuou o carioca — E essa aqui, deve ser Suamãe, acertei?

— Não, sô... Esse é macho! Chama Seupai... Sua mãe eu comi ontem!

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O caipira desce do ônibus na rodoviária de São Paulo e começa a caminhar, deslumbrado com a cidade grande.

Ao passar por uma lixeira, ele lê a seguinte inscrição: "Colabore com a limpeza pública".

Sem pestanejar, ele enfia a mão no bolso, abre a carteira, saca uma nota de dez reais e enfia na lixeira.

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O pai caipira fala para o filho, também caipira:

— Fio! Põe a sela no cavalo véio pra eu!

— Ah, pai... Mas por que ocê vai com o cavalo véio?

— É que eu acho que nóis tem que gastá as coisa véia primeiro!

— Intão por que o senhor não vai a pé?

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Numa cidade pequena do interior, o forró estava comendo solto!

A moça, bonitinha, gente humilde, se preparou toda para ir ao baile.

Chegando lá, um rapaz feio, desengonçado, que transpirava e suava demais se aproximou dela e a convidou para dançar.

Ela, muito sem graça, por educação, acaba aceitando. Mas o rapaz suava tanto, mas tanto, que uma hora ela não agüentou e disse:

— Você sua, hein?

Nessa hora, o rapaz sorriu — sem dentes — apertou-a com força e respondeu:

— Também vô sê seu, minha princesa!

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Certo dia um empresário viajava pelo interior e ao ver um peão tocando umas vacas, parou para lhe fazer algumas perguntas.

— Estou pensando em entrar para o ramo da pecuária será que você poderia me passar umas informações?

— Claro, uai!

— As vacas dão muito leite?

— Qual que o senhor quer saber? As máiada ou as marrom?

— Pode ser as malhadas.

— Dá uns 12 litro por dia!

— E as marrons?

— Também uns 12 litro por dia!

O empresário pensou um pouco e logo tornou a perguntar:

— Elas comem o quê?

— Qual? As máiada ou as marrom?

— Sei lá, pode ser as marrons!

— As marrom come pasto e sal.

— Hum! E as malhadas?

— Também come pasto e sal!

O empresário, sem conseguir esconder a sua irritação, disparou:

— Escuta aqui, meu amigo! Por que toda vez que eu te pergunto alguma coisa sobre as vacas você me diz se quero saber das malhadas ou das marrons sendo que é tudo a mesma resposta?E o matuto responde:

— É que as máiada são minha!

— E as marrons?

— Também são minha, uai!

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O caipira teve que fazer uma viagem de avião ao Rio de Janeiro.

Quando o avião começou a subir, o caipira ficou roxo. A aeromoça pergunta:

— O que foi, senhor? Falta de ar?

E ele responde:

— Não, dona... É farta de terra mesmo!

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Gervásio, dono de uma casa lotérica daquela cidadezinha, descobre que quem ganhou a Sena acumulada foi o Aparício, que além de ser pobre pra cacete, não podia ter emoções fortes porque era cardíaco. E por isso Gervásio pensou:

— Como é que eu vou dar essa notícia para o Aparício? Se eu disser que ele ganhou toda essa fortuna sozinha, ele vai morrer... Já sei! Vou falar pra ele que se ele por acaso ele ganhasse na loteria... é isso mesmo!

Chegou na casa do Aparício e ficou no papo furado...

— Ô Aparìcio... cê não tem móveis aqui, só esses caixotes velhos?

— É... eu sou pobre.

— Não tem luz aqui, não?

— Só lamparina. Eu não tenho dinheiro, sabe?

— Aparício... cê precisava ganhar na Sena, né?

— Que jeito? Eu só jogo uma vez por mês...

— Mas e daí? A sorte não escolhe cara. Ô, Aparício... vamos supor que se por acaaaaaaaaaaso... eu tô dizendo por acaso, cê ganhasse sozinho uma Sena acumulada. O que cê faria?

— Eu dava metade procê!

E o Gervásio caiu morto no chão!

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