Piadas de Caipira

O caipira tinha uma namorada que morava muito longe. Todo final de semana ele pegava a sua mula e seguia pra casa dela. No meio do caminho ele parou em uma mercearia e comprou um monte de amendoins.

Como o caminho era longo ele comeu tudo e, como todo mundo sabe, amendoim é afrodisíaco. O caipira ficou com uma vontade daquelas de fazer sexo. Só que não dava pra esperar!

Ele parou, olhou pros lados, viu que não tinha ninguém e mandou brasa na mula mesmo.

Quando chegou na casa da namorada, com a boca toda suja de amendoim, ela disse:

— Eu já sei o que você andou comendo, hein seu danado!

E o caipira se defendeu:

— Óia, a mula é minha e eu como a hora que eu quisé, tá me entendendo?

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Em viagem para a Amazônia, o caipira viu que não resistiu aos encantos dos grandes rios e começou a pescar. Pescou um, dois, três, uma infinidade de peixes grandes. Estava feliz da vida. De repente chega um guarda florestal e o intimou:

— Ei, o senhor precisa de licença para pescar aqui!

— Mas seu dotô... As minhoca tão funcionando tão bem!

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O caipira vai ao dentista:

— Dotô, quanto custa pra arrancá um dente?

— São cem reais!

— Creio em Deus padre! Só pra arrancá um dente?

— Exatamente!

O caipira virou-se para ir embora, mas pensa um pouco, coça o queixo e pergunta:

— E se for só pro senhor deixá ele mei bambinho?

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O caipira estava sentado num barranco, pitando o seu cigarrinho de palha e apreciando a paisagem quando pára um carro e descem dois sujeitos com um monte de tralhas.

O caipira fica um tempão observando-os. Mede daqui, mede dali, torna a conferir, até que o caipira não resiste e pergunta:

— Me adescurpe a intromissão, mas o que é que ocêis tão fazeno cum estes trecos tudo aí?

Ao que um deles respondeu, todo educado:

— É que nós somos engenheiros! Estamos fazendo as medições para fazer uma estrada!

E o caipira:

— Ah! bão! É que aqui nóis num faiz istrada deste jeito não!

E o engenheiro, em tom desafiador:

— Ah, não? Então como é que vocês fazem estradas por aqui?

— A gente sórta um burro e vai seguindo ele, por onde o bicho passa é sempre o mió caminho pra se fazê a istrada...

— E se vocês não tiverem o burro?

— Bom... daí a gente chama um engenhero!

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Um casal de amigos estava caminhando pela fazenda quando a garota vê um cavalo transando com uma égua e pergunta:

— Ô Zé, o que eles tão fazendo?

— Eles tão se acasalando, sô! Quando a égua tá no cio, o cavalo sente o cheiro e eles cruzam!

Um pouco mais pra frente, a garota vê um boi e uma vaca transando, e pergunta:

— Ô Zé, o que eles tão fazendo?

— Eles tão se acasalando, sô! Quando a vaca tá no cio, o boi sente o cheiro e eles cruzam!

— Hum... Zé, posso pergunta uma coisa pr'ocê?

— Pode sim!

— Você tá com o nariz entupido?

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Gislaine era uma caipirinha de 17 anos, ainda virgem. João Gafanhoto era o cara mais tarado da região, que vivia convidando a moça pra ir pra cama, pro sofá, pro mato, pra qualquer lugar, desde que fosse pra fazer sexo.

Certo dia ela finalmente concordou e os dois foram pra uma moita, atrás da casa da moça. Mas, como não sabia nada sobre o assunto, ela pediu instruções:

— Ai, João... Cumé qui é esse negócio de sexo?

— É simpres, Gislaine! E é bão dimais, sô!

— Mas como que eu faço? Me exprica, homi!

— Primero ocê levanta a saia!

— Assim? — disse a gostosona, mostrando a calcinha.

— Hummm! Isso memo, Gislaine! Assim memo, sô!

— I Agora?

— Agora ocê báxa a calcinha! — disse ele, excitadíssimo.

— E agora, João?

— Hummmm... É... Agora agacha e mija qui seu pai tá olhando!

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Dois caipiras estavam caçando numa mata, quando passou por cima deles um cara de asa delta. Os dois nunca tinham visto uma asa delta antes e um deles falou:

— Compadre, olha o tamanho daquele bicho! Atire nele, compadre!

E o outro atirou com uma daquelas espingardas antigas, do tempo do onça e a fumaça tomou conta de tudo.

E o outro perguntou:

— Matou o bicho compadre?

— Eu não sei se matei, mas pelo menos o bicho largou o rapazinho!

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O caipira chega ao banco e procura o gerente:

— Posso falar com o senhor?

— Claro, pois não! Pode sentar!

— Se o senhor não se incomoda, eu gostaria de que a gente conversasse ali no fundo.

— Ora, mas por quê?

— É que eu estou precisando de um empréstimo e me disseram que apesar de trambiqueiro, no fundo o senhor é um bom sujeito...

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O caipira tenta convencer o amigo a ir trabalhar em São Paulo:

— Vamos lá, Zé! A vida lá é melhor!

— Vô não! Lá tem muito bandido!

— Que nada! Você fica sabendo que é lá que o dinheiro corre adoidado!

— Mais um motivo... Aqui que ele fica parado eu não vejo nem a cor... imagina esse danado correndo!

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Os dois caipiras se encontram no ponto de ônibus para uma pescaria.

— Então cumpade, tá animado? — pergunta o primeiro.

— Eu tô, home! Ô cumpade, pro mode quê tá levano esses dois embornal?

— É que tô levano uma pingazinha, cumpade.

— Pinga, cumpade? Nóis num tinha acertado que num ia bebê mais?

— Cumpade, é que pode aparecê uma cobra e pica a gente. Aí nóis desinfeta com a pinga e toma uns gole que é pra mode num sinti a dô.

— É... e na outra sacola, o que qui tá levano?

— É a cobra, cumpade. Pode num tê lá...

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O caipira ia sentado num ônibus em frente a um rapaz todo engomadinho. De repente, o engomadinho dá uma tossida, enche a boca de saliva, dá uma cuspida que passa rente ao rosto do caipira e sai pela janela.

O caipira olha feio, se ajeita no banco, mas permanece em silêncio. Dois minutos depois, outra cusparada passa zunindo pela sua orelha.

Ao ser encarado novamente, o engomadinho se defende:

— Muito prazer! Eu sou Honorino Rodrigues, cuspidor profissional.

O caipira fica quieto, enche a boca e vapt, uma cuspida bem na cara do engomadinho.

— Muito prazer! Eu sou Zé da Silva, cuspidor amador!

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— Qual seu nome?

— Raimundo Nonato, seu dotô.

— Doutor não. Sou um oficial da Legião Estrangeira. Sou um combatente, não um médico. Trate-me por comandante.

— Sim, senhô, seu comandante.

— Por que você está se alistando na legião? Sabe que aqui a vida é muito dura? Poucos aguentam as primeiras semanas e você me parece muito franzino.

— Problema não, seu do... comandante. Eu quero vim pra cá pru que não tenho mais nada na vida. Perdi muié e fios no pau-darara Qui virô quando nóis ia pra Sum Paulo. Em Sum Paulo não arrumei nem imprego di serventi nem nada. Eu num sou home di pidi nada prus otru, di modi qui vim assunta se póssu trabáia aqui. Mi falaru qui a genti ganha pocu mas que cumida num farta. Di trabaio eu num tenho medo i nem di briga também não, se comandante. Si o sinhô quisé ieu posso inté mostra...

— Chega de conversa. De qualquer modo você vai ter que ser aprovado em três testes antes de ser admitido: está vendo aquele vidro? Tem dois litros de óleo de rícino. Você tem que beber tudo de uma só vez, sem deixar nada no fundo. Está vendo aquela jaula? Dentro tem um urso bravo de quase dois metros de altura. Você vai ter que entrar na jaula e apertar a mão do urso. Se passar nestes dois testes, vai para o terceiro, que é ter relações sexuais três vezes seguidas com uma cigana de oitenta anos que não toma banho a mais ou menos dez anos. A primeira relação deve ser normal, a Segunda deve ser anal e a terceira oral. As relações devem ser seguidas, sem intervalo de tempo. Entendeu? Sabe bem do que falei?

— Sei sim sinhô. Mais Filismina num sabi...

— Não quero saber de sua vida íntima passada. Pode começar os testes.

Raimundo partiu para o vidro e, faminto como estava, tomou todo o óleo de uma virada só e correu para a jaula ainda lambendo os beiços. Só pensava que tinha que conseguir o emprego de qualquer jeito. Entrou na jaula e se jogou em cima do urso. Foi uma luta ferrenha que durou mais de quinze minutos. Da luta em si nada poidia se ver, tal a poeira que levantava. O barulho era medonho. Os urros do urso eram apavorantes. De repente, silêncio quase que total, quebrado apenas por gemidos do Raimundo. O resultado não se podia ainda ver por causa da poeira.

Mais uns cinco minutos de gemidos, e a poeira foi baixando. O urso, caído no fundo da jaula, parecia uma vítima de atropelamento. Raimundo, todo arranhado e sorridente, saiu da jaula arrumando suas roupas rasgadas, endireitando as calças e gritou para o comandante:

— Foi trêis viiz, seu comandanti. Agora, cadê a ciganinha pru modi eu apertar a mão dela?

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O caipira leva a mulher ao hospital. A médica começa a examiná-la:

— Huuummm... A sua mulher não está com uma aparência muito boa. Olhos fundos, pele escamosa, lábios murchos, rosto sem cor...

E o caipira:

— Dona, se a senhora se olhar no espelho, vai ver que também não é lá essas coisas!

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O patrão dá uma bronca no caseiro caipira:

— Olha, seu José, não deixe a sua cadela entrar novamente na minha casa! Ela está cheia de pulgas!

No mesmo instante o caseiro vira-se para a sua cadelinha:

— Teimosa, vê se não entra mais na casa do patrão! Lá tá cheio de pulgas.

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