Piadas de Família

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Profissão da Filha

Depois de mais de 5 anos longe e sem dar notícias, a filha aparece em casa. O pai logo exige uma explicação.

- Virei prostituta e não tive coragem de contar.

O pai, fica descontrolado.

- Vagabunda, você é a vergonha da família... Nunca mais volte aqui.

- Desculpe pai, eu imaginava isso. Porém, só quero deixar essa escritura de um apartamento no Morumbi para a mamãe, uma poupança de 500 mil para o meu irmão.... E pra você, esse Rolex e uma BMW zero que está estacionada na rua.

- O que você disse que era mesmo?

- Prostituta.

- Que susto, eu entendi professora substituta, dá aqui um abraço no papai!

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Novo Aparelho Auditivo

Após testar por uma semana o novo aparelho auditivo, o velho senhor retorna ao médico.

- O senhor está gostando do aparelho? - pergunta o médico.

- Está funcionando que é uma maravilha - responde o velho.

O médico pergunta:

- E o que a sua família achou de o senhor voltar a escutar?

E o velho responde:

- Bem, eu ainda não contei para eles, mas já mudei meu testamento três vezes.

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O Bode na Sala

Um pai de família passando por sérias dificuldades, que morava numa casinha muito pequena e com muitos filhos, foi pedir ajuda ao pároco da sua cidade. Após escutar seu drama, o padre lhe deu um bode com a recomendação de que, durante uma semana, o homem mantivesse o mesmo na sua sala. Após este prazo, o pobre coitado deveria então retornar a igreja. Passada uma semana, o cidadão retornou.

O padre perguntou:

- E então? As coisas melhoraram?

- Não, seu padre. Não melhorou nada… O bode está nos atrapalhando bastante.

- Então, devolva o bode e volte daqui a uma semana. Disse o padre.

O sujeito devolveu o bode e uma semana depois retornou.

Novamente o padre perguntou:

- E então? As coisas melhoraram?

- Agora sim, seu padre, a minha vida nunca foi tão maravilhosa. Sem o bode a gente tem espaço na sala e não tem mais aquele mau cheiro.

E lá foi o feliz homem de volta à sua casa, agradecido a Deus pela vida que levava.

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Conhecendo o Picolé

O português veio passar férias no Brasil e conheceu uma delícia chamada picolé. No dia em que estava voltando para Portugal, resolveu levar alguns picolés para seus patrícios. Quando chegou reuniu a família e todos os amigos e foi dizendo:

- Pessoal veja a delícia que eu trouxe do Brasil! Chama-se picolé. O que mais gostei foi o de laranja, por isso trouxe uma mala cheinha para vocês. Aqui está.

Porém, quando o portuga abril a mala e só viu aquele líquido amarelo, ele exclamou:

- Estes brasileiros são mesmo uns gozadores. Além de chuparem todos os meus picolés e deixarem somente os palitos, ainda mijaram na minha mala!

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À Beira da Morte

O sujeito está no hospital à beira da morte, cheio de tubos para mantê-lo em vida o máximo possível. A família chama o padre para dar-lhe os ritos finais. Quando o padre senta à cabeceira do moribundo, o estado dele parece deteriorar rapidamente, e ele pede freneticamente com gestos algo para escrever. O padre lhe dá um bloquinho e uma caneta, e o doente escreve algo no bloco, e em seguida morre. O padre dá a extrema unção e guarda o bloquinho sem ler. No enterro, depois da cerimônia, o padre mexe no bolso e encontra o bloquinho, e se lembra de que o morto tinha escrito algo. Ele aproveita a presença de todos e diz:

- Nosso saudoso amigo ainda escreveu algo neste bloco antes de morrer. Suponho que todos gostariam de saber qual foi seu último pensamento.

E ele abre o bloco e lê em voz alta:

- Você está pisando no meu tubo de oxigênio!

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A Garota Mais Cara

A Madame abriu a porta da casa de prostituição e se deparou com um homem alto de pele morena.

- No que posso ajudá-lo? - perguntou a Madame.

- Gostaria de ver a Natalie - disse o homem.

- Senhor, Natalie é uma de nossas meninas mais caras... O senhor não quer ver outra de nossas garotas?

- Não, eu quero a Natalie - disse ele.

Minutos depois, apareceu Natalie para explicar ao homem que ela iria cobrar R$1.000,00 pela visita. Sem pestanejar, o homem mete a mão no bolso e retira um maço de dez notas de R$100,00, e entrega a moça. Então, os dois subiram para um dos quartos e depois de uma hora o senhor saiu muito tranqüilo e feliz. Na noite seguinte, o mesmo senhor apareceu de novo querendo ver Natalie. Natalie então disse que era muito raro para qualquer um visitá-la duas noites seguidas e que nem iria pensar em desconto, mas novamente o homem enfiou a mão no bolso e tirou outras dez notas de R$ 100,00 e na companhia de Natalie subiu para um dos quartos, e depois de uma hora ele se foi. Quando apareceu pela terceira noite seguida ninguém podia acreditar. Novamente entregou R$1.000,00 a Natalie e foram os dois para um dos quartos, para mais uma hora. Quando estavam indo Natalie perguntou para o homem:

- Ninguém nunca requisitou meus serviços por três noites seguidas. De onde você é?

- De Sorocaba - respondeu o homem.

- É sério? - disse ela - Minha família é de lá.

- Eu sei - disse o homem - Seu pai faleceu e sou o advogado de suas irmãs, elas me pediram que lhe entregasse sua parte da herança, R$3.000,00.

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De Onde Vêm Os Bebês

A mãe está na cozinha fazendo o jantar para sua família, quando sua filha pergunta:

- Mãe, de onde vêm os bebês?

A mãe pensa por alguns segundos e diz:

- Bem, querida, mamãe e papai se apaixonam e se casam. Uma noite, eles vão para o quarto, se beijam, se abraçam, e têm relações sexuais.

A filha olha intrigada, e a mãe continua:

- Isso significa que o papai coloca o pênis dele na vagina da mamãe. É assim que se ganha um bebê, querida.

A criança parece compreender, mas questiona:

- Ah, entendo, mas na outra noite, quando cheguei no seu quarto, vi que o pênis do papai estava na sua boca. O que se ganha quando você faz isso?

- Jóias, minha querida. Jóias.

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Não É Mais Virgem

A família jantava tranquila quando, de repente, a filha de 11 anos comenta:

— Tenho uma má notícia... Não sou mais Virgem! Sou uma vaca! — E começa a chorar, visivelmente alterada, com as mãos no rosto e um ar de vergonha. Silêncio sepulcral na mesa.

De repente, começam as acusações mútuas:

— Isto é por você ser como é! — marido dirigindo-se à mulher — Por se vestir como uma puta barata e se arreganhar para o primeiro imbecil que chega aqui em casa. Claro que isso tinha que ocorrer, com este exemplo que a menina vê todo dia! E você — pai apontando para a outra filha de 19 anos — que fica se agarrando no sofá e lambendo aquele palhaço do teu namorado que tem jeito de viado. Tudo na frente da menina!

A mãe não aguenta mais e revida, gritando:

— E quem é o idiota que gasta metade do salário com as putas e se despede delas na porta de casa? Pensa que eu e as meninas somos cegas? E além disso,que exemplo você pode dar se, desde que assinou esta maldita TV a cabo, passa todos os finais de semana assistindo a pornôs de quinta categoria?

Desconsolada e à beira de um colapso, a mãe, com os olhos cheios de lágrimas e a voz trêmula, pega ternamente na mão da filhinha e pergunta baixinho:

­— Como foi que isso aconteceu, minha filha?

E, entre soluços, a menina responde:

— A professora me tirou do presépio! A Virgem agora é a Vanessa, eu vou fazer a vaquinha.

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O Filho do Sheik

O filho do sheik vai estudar na Alemanha. Depois de um tempo, decide escrever um e-mail para o pai contando suas experiências:

"Querido pai, espero que esteja tudo bem com o senhor. Estou na Alemanha há 3 semanas já e fiz muitos amigos. As pessoas aqui são bastante acolhedoras. A cultura é diferente, mas estou gostando da maior liberdade que existe aqui. Na faculdade estou indo muito bem, já tenho um professor que é meu orientador no meu projeto de iniciação científica. A faculdade é realmente excelente. O único problema é que eu fico meio constrangido de chegar todo dia dirigindo uma Ferrari dourada enquanto todos meus amigos, até mesmo os professores, chegam de metrô. Aguardo sua resposta. Abdu All Sahya."

O pai responde no dia seguinte:

"Querido Abdu, que bom que está se divertindo. Me mantenha informado de tudo. Convide seus amigos e professores para conhecer seu país também, eles podem se hospedar na ala 6 ou 7 aqui em casa.

P.S.: Acabei de transferir 1 bilhão de dólares americanos. Pare de envergonhar sua família e compre um metrô para você também."

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O Trato Pelo Tapete

Uma loira estonteante, de 20 aninhos, olhos azuis e um corpo perfeito estava andando pela rua quando viu um tapete lindo em uma vitrine.

— Quanto é? — ela perguntou ao vendedor.

— São 500 reais!

— Ai, moço... Eu só tenho 300! Você me vende por 300?

Depois de pensar um pouco, o vendedor disse:

— Se você me der o cu em cima desse tapete, você pode levar até de graça! Mas tem uma condição: não pode peidar!

A loira aceitou, o vendedor trancou a loja e o abaixou as calças.

— Meu Deus! — gritou a loira, abismada com o tamanho do membro do rapaz, que quase batia no joelho.

Mas como já estava tudo combinado, ele subiu em cima da loira e, quando deu a primeira encostadinha ela gemeu, suspirou e... peidou.

Voltou pra casa aos prantos e contou a história para a mãe.

— O quê? — gritou a mãe, assustada — Eu vou lá resolver isso! Vou trazer esse tapete, é uma questão de honra!

Já na loja, a mamãe corajosa agüentou bem por cerca de dez segundos, depois prendeu a respiração, mordeu os lábios e... peidou.

Chegou em casa xingando o desgraçado, indignada e contou o fracasso pra filha. A avó da loira, que ouviu a história, se intrometeu:

— Esse é um problema pra eu resolver! É uma questão de tradição de família! — e correu para a loja.

Depois de uma hora, ela volta com o tapete enrolado no ombro. A mãe e a filha fizeram a maior festa, abraçaram a velha, pularam e perguntaram como ela tinha conseguido se segurar diante daquele fenômeno.

— Mas quem foi que disse que eu consegui — disse a vovó — Eu caguei o tapete inteiro! Só estou trazendo ele pra lavar...

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O Cachorro e o Coelho

Eram dois vizinhos. O primeiro vizinho comprou um coelhinho para os filhos. Os filhos do outro vizinho pediram um bicho para o pai. O homem comprou um pastor alemão.

Papo de vizinho:

— Mas ele vai comer o meu coelho.

— De jeito nenhum. Imagina. O meu pastor é filhote. Vão crescer juntos, pegar amizade. Entendo de bicho. Problema nenhum.

E parece que o dono do cachorro tinha razão. Juntos cresceram e amigos ficaram. Era normal ver o coelho no quintal do cachorro e vice-versa. As crianças, felizes.

Eis que o dono do coelho foi passar o final de semana na praia com a família e o coelho ficou sozinho. Isso na sexta-feira.

No domingo, de tardinha, o dono do cachorro e a família tomavam um lanche, quando entra o pastor alemão na cozinha. Pasmo. Trazia o coelho entre os dentes, todo imundo, arrebentado, sujo de terra e, claro, morto.

— O vizinho estava certo. E agora?

— E agora eu quero ver!

A primeira providência foi bater no cachorro, escorraçar o animal, para ver se ele aprendia um mínimo de civilidade e boa vizinhança. Claro, só podia dar nisso. Mais algumas horas e os vizinhos iam chegar. E agora? Todos se olhavam. O cachorro chorando lá fora, lambendo as pancadas.

— Já pensaram como vão ficar as crianças?

— Cala a boca! Não se sabe exatamente de quem foi a idéia, mas era infalível.

— Vamos dar um banho no coelho, deixar ele bem limpinho, depois a gente seca com o secador da sua mãe e o colocamos na casinha dele no quintal.

Como o coelho não estava muito estraçalhado, assim fizeram. Até perfume colocaram no falecido. Ficou lindo, parecia vivo, diziam as crianças. E lá foi colocado, com as perninhas cruzadas, como convém a um coelho cardíaco. Umas três horas depois eles ouvem a vizinhança chegar. Notam os gritos das crianças. Descobriram! Não deram cinco minutos e o dono do coelho veio bater à porta. Branco, assustado. Parecia que tinha visto um fantasma.

— O que foi? Que cara é essa?

— O coelho... O coelho...

— O que que tem o coelho?

— Morreu!

— Morreu? Ainda hoje à tarde parecia tão bem...

— Morreu na sexta-feira!

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Duas Vezes Por Semana

O médico da família consulta o Senhor Antônio.

— Senhor Antônio, quantas vezes por semana o senhor faz sexo com sua esposa?

— Duas vezes, doutor!

— Duas? Mas outro dia a sua esposa esteve aqui e disse que fazia sexo de dez a quinze vezes por semana!

— Sim, ma é só até a gente terminar de pagar o apartamento.

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Viagra no Café

A família estava à mesa para almoçar. E os garotos querendo sacanear com o avô colocaram viagra no café dele.

Passados alguns minutos o avô levanta-se e anuncia que precisa de ir ao banheiro. Quando regressa passados uns minutos, tem as calças ensopadas...

— O que é que aconteceu, vô?

— Sinceramente não faço ideia. Precisei mijar, tirei o pinto para fora, vi que não era o meu e voltei a colocá-lo para dentro...

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Seis Meses de Vida

O rapaz resolve reunir toda a família para revelar uma informação de extrema importância. No dia combinado, chegam tios, tias, primos e avós que se espremem na sala, aguardando ansiosamente a notícia. Na hora H, ele aparece e diz:

— É o seguinte, gente! Vou ser curto e grosso: é que o meu médico falou que eu vou morrer daqui a seis meses!

Foi uma choradeira terrível, todos queriam abraçá-lo, beijá-lo e dizer o quanto o amavam, até que alguns minutos depois, outra revelação:

— Gente, calma! Era brincadeira! Eu só queria dizer que eu sou gay!

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Onde Fica o Banheiro?

Uma família inglesa foi passar as férias na Alemanha. Durante um de seus passeios, os membros da referida família, gostaram de uma pequena casa de verão que era alugada para temporadas. Falaram com o proprietário, um Pastor Protestante pediram-lhe que mostrasse a casa, a qual muito agradou aos visitantes. Combinaram então, alugá-la para o verão vindouro. Regressando à Inglaterra, discutiam os planos para as próximas férias, quando o chefe da família lembrou-se de não ter visto o banheiro. Confirmando o sentido prático dos ingleses, escreveu ao Pastor, para obter pormenores. A carta foi redigida assim:

"Sou membro da família que há pouco o visitou com a finalidade de alugar sua propriedade no próximo verão, mas como esquecemos de um importante detalhe, muito lhe agradeceríamos se nos informasse onde se encontra o W.C. Aguardando a sua resposta, etc, etc..."

O Pastor Protestante, não compreendendo o sentido exato da abreviatura W.C. mas julgando tratar-se da capelinha inglesa White Chapel, respondeu nos seguintes termos.

"Dear Sir,
Recebi sua carta e tenho o prazer de comunicar-lhe que o local a que se refere fica a 12 Km da casa. Isto é muito incômodo, sobretudo para quem tem o hábito de ir lá diariamente. Neste caso é preferível levar comida e ficar o dia todo. Alguns vão a pé, outros de bicicleta. Há lugar para 400 pessoas sentadas e mais 100 em pé. Há ar condicionado para evitar os inconvenientes da aglomeração. Os assentos são de veludo.

Recomenda-se chegar cedo para conseguir lugar para sentar. As crianças sentam-se ao lado dos adultos e todos cantam em coro. Na entrada é fornecida uma folha de papel a cada pessoa, mas se alguém chegar depois, pede a do vizinho. Essa folha deve ser usada durante todo o mês. As crianças não recebem folhas, dado o número limitado das mesmas. Existem amplificadores de sons, de modo que, quem não entra, pode acompanhar os trabalhos lá de fora, pois se ouvem os mínimos sons.

Ali não há qualquer preconceito, pois todos se sentem irmanados, sem distinção de sexo ou cor. Tudo o que se recolhe lá é para os pobres da região. Fotógrafos por vezes tiram fotografias para o jornal da cidade, para que todos possam ver seus semelhantes no cumprimento do dever humano."

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Crime do Cabeçudo

Na cidade havia um senhor cujo apelido era Cabeçudo. Nascera com uma cabeça Grande, dessas cuja boina dá pra botar dentro, fácil, fácil, uma dúzia de Laranjas. Mas fora isso, era um cara pacato, bonachão e paciente. Não gostava, é claro, de ser chamado de Cabeçudo, mas desde os tempos do grupo escolar, tinha um chato que não perdoava. Onde quer que o encontrasse, lhe dava um tapa na cabeça e perguntava:

— Tudo bom, Cabeçudo?

O Cabeçudo, já com seus quarenta e poucos anos, e o cara sempre zombando dele. Um dia, depois do milésimo tapão na sua cabeça, o Cabeçudo meteu a faca no zombeteiro e matou-o na hora. A família da vítima era Rica; a do Cabeçudo, pobre. Não houve jeito de encontrar um advogado para defendê-lo, pois o crime tinha muitas testemunhas. Depois de apelarem para advogados de Minas e do Rio, sem sucesso algum, resolveram procurar um tal de "Zé Caneado", advogado que há muito tempo deixara a profissão, pois, como o próprio apelido indicava, vivia de porre. Pois não é que o Zé Caneado aceitou o caso? Passou a semana anterior ao julgamento sem botar uma gota de cachaça na boca! Na hora de defender o Cabeçudo, ele começou a sua peroração assim:

— Meritíssimo juiz, honrado promotor, dignos membros do júri.

Quando todo mundo pensou que ele IA continuar a defesa, ele repetiu:

— Meritíssimo juiz, honrado promotor, dignos membros do júri.

Repetiu a frase mais uma vez e foi advertido pelo juiz:

— Peço ao advogado que, por favor, inicie a defesa.

Zé Caneado, porém, fingiu que não ouviu e:

— Meritíssimo juiz, honrado promotor, dignos membros do júri.

E o promotor:

— A defesa está tentando ridicularizar esta corte!

O juiz:

— Advirto ao advogado de defesa que se não apresentar imediatamente os seus argumentos…

Foi cortado por Zé Caneado, que repetiu:

— Meritíssimo juiz, honrado promotor, dignos membros do júri.

O juiz não aguentou:

— Seu moleque safado, seu bêbado irresponsável, está pensando que a justiça é motivo de zombaria? Ponha-se daqui para fora antes que eu mande prendê-lo.

Foi então que o Zé Caneado disse:

— Senhoras e Senhores jurados, esta Côrte chegou ao ponto em que eu queria chegar... Vejam que se apenas por repetir algumas vezes que o juiz é meritíssimo, que o promotor é honrado e que os membros do júri são dignos, todos perdem a paciência, consideram-se ofendidos e me ameaçam de prisão... pensem então na situação deste pobre homem, que durante quarenta anos, todos os dias da sua vida, foi chamado de Cabeçudo!

Cabeçudo foi absolvido, e o Zé voltou a tomar suas cachaças em Paz.

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Conteúdo Escrotal de Testículos

Um grupo de estudantes da UFPI foi fazer uma pesquisa no recanto mais seco e desolado do Ceará, para descobrir como aquelas famílias conseguem sobreviver naquela seca tremenda.

Chegando lá se hospedaram em casa de um sertanejo muito pobre. Moravam 29 pessoas numa pequena tapera de cerca de 10 metros quadrados de pura indigência.

Começaram a observar os hábitos daquela família. Tudo anotavam. Nada escapava dos olhares daqueles estudantes sedentos de descobertas.

Uma certa noite, reunidos no pequeno terreiro, céu pleno de estrelas, uma maravilha só, conversavam quando uma palavra chamou a atenção de um dos jovens; o chefe da família sempre se referia ao conteúdo escrotal de testículos. O jovem estranhou essa palavra tão difícil ser pronunciada naquela região remota. Não contendo a curiosidade, perguntou:

— Meu caro amigo, me admira muito o senhor, aqui nessa região sem cultura, isolado do resto do mundo, onde falta comida, água, escola, as crianças vivem se protegendo embaixo das árvores para o vento não carregá-las, e o senhor fala tão difícil... que cultura!

O calejado senhor respondeu:

— Cultura nada, meu rapaz. É previnição mesmo. Ocê já pensou, nesta seca danada, nesta fome tremenda, se eu dissesse que isso aqui é ovo eu já estava capado há muito tempo!

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Pedindo a Mão da Filha

O dia em que o noivo se dirige à casa da noiva para pedir ao pai dela a sua mão (da filha, é claro) em casamento é uma das ocasiões mais tensas na vida de um noivo apaixonado. Muitas vezes o noivo ainda não sabe se o pai da noiva concorda ou não com o casamento. Não é raro uma negativa do pai. Sem saber o que lhe aguarda, o nosso herói vai até a casa da noiva. Reunião formal, toda a família na sala de visitas: pai, mãe, irmãos e irmã da noiva. O noivo fala o motivo da visita, coisa que todo mundo já sabe.

— Eu vim pedir a mão de sua filha em casamento.

— Qual delas? — pergunta o pai. — A maior ou a menor?

— Desculpe, mas eu não sabia que a sua filha tinha uma mão maior que a outra.

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Desenho da Filhinha

Tarde tranquila. A mãe a costurar e a cantar uma terna canção de Roberto Carlos. Aqui, acolá ela corta um pedaço de pano. Corta e costura. Ao lado está a pequerrucha Mariazinha, filha única e mimada, entretida com papel e lápis a desenhar figuras. O tempo passa e passa. A certa altura, a mãe pede a Mariazinha que lhe mostre os desenhos. Ela mostra os desenhos e a mãe toma um grande susto. Um susto tremendo. O que a mãe vê lhe causa uma terrível decepção, um verdadeiro choque. Os desenhos retratam claramente o famoso passaralho ou, para os mais sensíveis, um falo, o símbolo da virilidade: duas bolas e, saindo dentre elas, uma haste. A mãe não acredita no que vê. Como é que uma criancinha tão inocente começa, de repente, a desenhar essas coisas? Ela se controla o mais que pode e pergunta:

— Onde é que você viu isso, Mariazinha?

— Na sua mão, mãezinha.

— O quê??? O que você anda aprontando sua...

A mãe perde o controle. Mulher virtuosa e conhecedora de seu papel de mãe, ela não admite comportamentos indecentes. Desde cedo tem de impor respeito e dignidade à família. Aplica uma bem merecida surra na Mariazinha. Surra, castigo em pé no canto da parede, uma semana sem ver televisão e sem a mesada.

— Quando seu pai chegar você vai ter uma conversinha com ele.

Pobre Mariazinha! Ela chora, soluça desconsolada sem entender direito a gravidade de seus estranhos desenhos. A tarde passa devagar. E a Mariazinha em pé, já cansadinha, a coitada. E chorando aquele triste choro entrecortado de soluços. Como a tarde passa devagar.

Chega finalmente a noite e o pai volta do trabalho. A mãe vai falar com ele e diz para ele ter uma conversa muito séria com a filha. Já é tempo. Envergonhada, não mostra sequer os desenhos: o pai que pergunte à filha.

— O que é que você estava desenhando, Mariazinha? — pergunta o pai.

— A tesoura da mamãe...

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Cachorro que Morreu

A família viaja e deixa a casa sob os cuidados da empregada. Ela tem de cuidar da filha única e do cachorro, também único. No outro dia, a patroa liga para casa e vai logo perguntando pelo cachorro.

— Morreu — diz a empregada secamente.

A patroa toma o maior susto e repreende a empregada:

— Isto são modos de dar uma notícia? Você deve dizer esse tipo de notícia bem devagar. Primeiro você diz que teve de chamar o veterinário e vai contando aos poucos, entendeu?

— Entendi.

— E a Betinha, como vai?

— Vou ter de chamar o veterinário.

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Morte por Gonorreia

Quando o marido finalmente morreu, a esposa colocou no jornal o anúncio da morte, acrescentando que ele havia morrido de gonorreia. Logo que o jornal foi distribuído, um amigo da família telefonou e protestou veementemente:

— Você sabe muito bem que ele morreu de diarreia, e não de gonorreia!

A viúva respondeu:

— Eu cuidei dele noite e dia, portanto é lógico que eu sei que ele morreu de diarreia, mas eu achei que seria melhor que se lembrassem dele como um grande amante, ao invés do grande cagão... que ele sempre foi.

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Melhor na Cama

No meio do almoço de domingo, com a família toda reunida, a patroa grita para a empregada:

— Maria, essa comida está horrível!

O marido fica constrangido e tenta acalmá-la, mas ela insiste:

— Acho que até eu sou melhor do que você na cozinha!

— Pode ser — concorda a empregada — Mas a senhora fique sabendo que eu sou bem melhor do que a senhora na cama!

— O quê? — assusta-se a mulher — Roberto, seu cachorro! Não acredito que você...

— Calma, madame — interrompe a empregada. — Quem me disse isso foi o motorista!

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Professor Muito Bravo

O professor de ciências era muito bravo. Um dia ele levou para a aula uma pata de um pássaro. Apontou para um aluno e perguntou:

— Olhando esta pata de pássaro responda-me: qual é a família, gênero e espécie do animal?

— Como é que eu vou saber isso tudo com uma pata?

— Seu ignorante — gritou o professor. — Você está suspenso!

E pegando uma caneta e um papel, perguntou ao menino:

— Qual é o seu nome completo?

O menino estendeu a mão para o professor e disse:

— Adivinha!

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Machado no Rio

Um dia, uma dona de casa buscava gravetos para o fogão a lenha para fazer o almoço para sua família.

Cortando o galho de uma árvore tombada, seu machado caiu no rio. A mulher suplicou a Deus que lhe ajudasse. Ele apareceu e perguntou:

— Por que você está chorando?

A mulher respondeu que seu machado havia caído no rio. E Deus entrou no rio, de onde tirou um machado com cabo de ouro, e perguntou:

— É este seu machado?

A nobre mulher respondeu:

— Não, Deus, não é esse.

Deus entrou novamente no rio e tirou um machado com cabo de prata:

— É este o seu?

— Também não, respondeu a dona de casa.

Deus voltou ao rio e tirou um machado com cabo de madeira, e perguntou:

— É este teu machado?

— Sim, respondeu a nobilíssima mulher.

Deus estava contente com a sinceridade da mulher, e mandou-a de volta para casa, dando-lhe os três machados de presente.

Um dia, a mulher e seu amantíssimo marido estavam passeando no campo quando ele tropeçou e caiu no rio. A infeliz mulher, então, suplicou a Deus por ajuda.

Ele apareceu e perguntou:

— Mulher, por que você está chorando?

A mulher respondeu que seu esposo caíra no rio. Imediatamente Deus mergulhou e tirou o Rodrigo Santoro, e perguntou:

— É este seu marido?

— Sim, sim, respondeu a mulher.

E Deus se enfureceu.

— Mulher mentirosa! — exclamou.

Mas a mulher rapidamente se explicou:

— Deus, perdoe, foi um mal-entendido. Se eu dissesse que não, então o Senhor tiraria o Gianecchini do rio; depois, se eu dissesse que não era ele, o Senhor tiraria meu marido; e quando eu dissesse que sim, era ele, o Senhor mandaria eu ficar com os três. Mas eu sou uma humilde mulher, e não poderia cometer poligamia... Só por isso eu disse "sim" para o primeiro deles.

E Deus achou justo, e lhe perdoou.

Moral da história: Às vezes a mulher mente de um jeito, que até Deus acredita...