Piadas de Mineiro

O mineirinho observando o engenheiro com o teodolito:

— Dotor, pra quê serve esse treco aí?

— É que vamos passar uma estrada por aqui, estou fazendo as medições.

— E precisa desse negócio pra fazê a estrada?

— Sim, precisa. Vocês não usam isso pra fazer estrada não?

— Ah, não, home. Aqui quando a gente qué fazê uma estrada, a gente sorta um burro e vai seguindo ele.

Por onde o bicho passá, é o mió caminho pra se fazê a estrada.

— Ahh, que interessante — respondeu o engenheiro. — E se vocês não tiverem o burro?

— Bem, daí a gente chama us engenheiro...

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O mineirinho ia andando pela praia e de repente, encontra uma lâmpada. Começou a esfregá-la como tinha visto nos filmes do Aladim e eis que surge um gênio.

— Você tem direito a três pedidos — disse o gênio.

O mineirinho pensou, pensou, pensou e por fim se decidiu:

— Eu quero um queijo enorme!

— Abracadabra! — disse o gênio e apareceu um queijo enorme. — Qual é o seu segundo pedido?

O mineirinho pensou, pensou, pensou e disse:

— Eu quero uma mulher!

— Abracadabra! — disse o gênio e apareceu uma morena lindíssima. — Qual é o seu último pedido?

— Eu quero mais um queijo! — respondeu o mineirinho.

— Abracadabra! — disse o gênio e surgiu um outro queijo maior ainda. — Bem, meu amo, antes de eu ir, me satisfaça uma curiosidade. Por que você pediu dois queijos?

— É que eu fiquei com vergonha de repetir o mesmo pedido três vezes!

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De repente, no meio de um lago em Minas, um rapaz está se afogando. Um negão pula na água, dá umas braçadas, pega o sujeito, traz pra beira do lago, e começa a fazer respiração boca a boca.

Mas como o negão é muito forte, a cada chupada, ele tira 2 litros de água, e vão três, quatro, cinco, seis chupadas. Neste momento, encosta um mineirinho franzino e diz:

— Escuita moço, num é mió se tirá a bunda dele di dentro d'água, sinão ucê acaba com nosso lago, sô!

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Num pequeno vilarejo, no meio de Minas Gerais havia um armazém cujo dono, Seu Zé, se gabava de ter tudinho, qualquer coisa que se pedia no balcão. Se não tinha, fazia questão de encomendar a qualquer custo, só para atender o cliente. Com isso a fama dessa mercearia se espalhou por toda a região, e vinha gente de toda parte procurar coisas que não se achava nem na capital Belzonte. Sabendo disso, um carioca — daqueles bem folgados — estava de ferias passando por Minas e decidiu conhecer esse tal Zé do armazém. Chegando lá, pediu uma barra de direção para sua pick up importada, o Zé foi lá no fundo, e depois de alguns minutos voltou com a tal peca. O carioca, espantado pensou: "Não e possível que esse cara tenha tudo ai, vou tirar um barato da cara dele".

Voltou para o hotel e ficou a noite toda pensando em como iria pegar o cara da venda. Pensou bem e no outro dia foi até o armazém e chegando no balcão, pediu:

— Ô Zé, você tem "Podela"?

O dono da venda olhou espantado, cocou a cabeça e pensou: "Podela"? Que diabos e isso? Nunca ouvi falar... E agora? Se eu deixar de atender esse cara ai todo metido, meu estabelecimento vai perder a fama e a clientela vai sumir! O que eu faço?" Pensou, pensou, foi ate o deposito, voltou e disse ao carioca:

— Olha, té em falta, mas vou encomendar e amanha cedo o senhor passa aqui e pega, tudo bem?

O carioca, meio desconsertado com a resposta do Mineiro, voltou para o hotel pensando: "O que será que esse mineiro vai achar com esse nome...?"

O mineiro fez de tudo, ligou para todos os seus fornecedores de produtos brasileiros e até no exterior, mas ninguém fazia nem ideia do que seria aquilo. Ele então percebeu que o carioca estava zoando com a cara dele e decidiu dar o troco.

No almoço, o mineiro comeu aquela feijoada, de noite foi ao banheiro e prrrrrrrruhhhh. Fez aquele "trem" enorme e fedorento. Pegou o troço com uma pazinha e botou no forno por umas 3 horas ate que virasse uma pedra bem dura. Dai, colocou tudo no moedor, embalou e deixou em cima do balcão com a devida identificação. No outro dia chega o carioca todo imponente com um sorriso no rosto, e, já esboçando um ar de vitória, perguntou:

— Conseguiu encontrar minha encomenda?

— Claro está aqui — disse o mineiro, mostrando o saquinho no balcão. 100 gramas sai por 10,00 reais.

O carioca então pediu:

— Me veja 200 gramas.

— Está aqui, são 20 reais.

Entã, o carioca, curioso, pegou um bocado do pó, experimentou uma pitada, pediu uma colher encheu e mandou ver, tentando descobrir o que era aquilo...

— Isso aqui e bosssssssstaaaaaaaa!

O mineiro então riu e disse:

— Não, isso é o PÓ DELA...

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Um dia o mineiro resolveu pescar sozinho porque já estava cheio de tanta gente em volta dele. Vara na mão, lata de minhoca e lá vai ele pro rio, bem cedinho. No caminho ele encontra um caboclinho que começa a acompanhá-lo.

E o mineiro já pensando: "Ô saco, será que esse caboclinho vai ficar grudado ni mim?".

Chegaram no rio e o caboclinho do lado sem falar nada.

O mineiro se arruma todo, começa a pescar e também não fala nada.

Passam 3 horas e o caboclinho acocorado olhando sem dar um pio.

Passam 6 horas e o caboclinho só zoiando ...

Já no finalzinho do dia o mineiro ficou com pena e oferecendo a vara pro caboclinho disse:

— O mininim, qué pesca um cadim?

E o caboclinho responde:

— Deus me livre moço, tem paciênça não, sô!

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Num bar de Belo Horizonte, estavam quatro amigos, um carioca, um paulista, um mineiro e um gaúcho, este último já estava de saco cheio por causa das piadinhas de gaúcho que os outros três estavam contando, quando chegou a vez dele de contar a piada, ele mandou:

— Na verdade isto não é uma piada, é um fato real, quando eu morava em Porto Alegre, cheguei mais cedo em casa e peguei minha mulher na cama com outro, matei o amante, peguei a mulher e o filho, botei os dois no carro e caí na estrada, larguei a mulher em São Paulo porque lá é terra de puta, larguei o menino do Rio de Janeiro porque lá é terra de filho da puta e vim pra Minas porque é terra de corno!

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Um trem com 4 passageiros vai fazer um tour por todo Brasil, e esse passageiros eram um gaúcho, um mineiro, um paulista e um baiano. Quando o trem passava pela sua cidade eles jogavam algo tipico de seu estado para fora do trem.

Primeiro passa o gaúcho pelo Rio Grande do Sul ele joga um chimarrão para fora e diz:

— De onde eu venho é cheio disto.

O trem continua seguindo e passa por Minas o mineiro joga o queijo que diz:

— De onde venho tem um monte desses.

Chegando na Bahia o baiano joga um acarajé para fora e diz:

— De onde venho tem um monte desses.

O paulista quando chega em São Paulo ele olha para os lados pega o baiano pelo colarinho joga para fora do trem e diz:

— De onde venho tem um montão desses.

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O mineirinho saiu do escritório, encontrou a sua secretária no ponto de ônibus e caía a maior chuva. Ele parou o carro e perguntou:

— Você quer uma carona?

— Claro… respondeu ela, entrando no carro.

Chegando no edifício onde ela mora, ele parou o carro para que ela saísse e ela o convidou para entrar no seu apartamento.

— Não quer tomar um cafezinho, um whisky, ou alguma coisa?

— Não, obrigado, tenho que ir para casa.

— Imagine, o senhor foi tão gentil comigo, vamos entrar só um pouquinho.

Ele subiu, atendendo ao pedido da moça. Ao chegarem no apartamento, ele tomava seu drink enquanto ela foi para dentro e voltou, toda gostosa e perfumada.

Depois de alguns gorós, quem pode aguentar? Ele caiu, literalmente. Transou com a secretária e acabou adormecendo.

Por volta das 4:00 hs da manhã, ele acordou, olhou no relógio e levou o maior susto. Aí ele pensou um pouco e disse à sua secretária:

— Você me empresta um pedaço de giz?

Ela entregou-lhe o giz, ele pegou, colocou atrás da orelha e foi pra casa…

Lá chegando, encontrou a mulher louca de raiva e ele foi logo contando…

— Quando saí do trabalho dei carona para a minha secretária. Depois que chegamos no prédio onde ela mora, ela me convidou para subir e me ofereceu um drink. Em seguida, ela foi para o banho e retornou com uma camisola transparente e muito linda, e após vários goles acabamos indo para a cama e fizemos amor. Aí dormi e acordei agora há pouco… A mulher deu um berro e falou…

— Seu mentiroso sem vergonha, estava no bar jogando sinuca com os seus amigos. Nem sabe mentir, até esqueceu o giz aí atrás da orelha...

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O velho fazendeiro do interior de Minas está em sua sala, proseando com um amigo, quando um menino passa correndo por ali.

Ele chama:

— Diproma, vai falar para sua avó trazer um cafezinho aqui pra visita!

E o amigo estranha:

— Mas que nome engraçado tem esse menino! É seu parente?

— É meu neto! Eu chamo ele assim porque mandei a minha filha estudar em Belzone e ela voltou com ele!

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Mineirim, miudinho, todo tímido embarca no ônibus de BH para Resplendor. Seu colega de poltrona, um baita dum home de 2 metro de altura, com cara de poucos amigos.

O homão no maior ronco e mineirim todo enjoado com as curvas da estrada. A certa altura mineirim não agüenta e vomita todo o jantar no peito do homão de 2 metro de altura por 2 de largura.

Mineirim no maior desespero e o baita sujeito ainda roncando. Chegando em Valadares o homão acorda, passa a mão no peito todo melecado e gosmento.

Olha indignado e confuso pro mineirim, que imediatamente bate a mão no seu ombro e pergunta:

— Ocê Miorô?

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Um mineirim tava no Ridijaneiro, bismado cas praia, pé discarço, sem camisa, caquele carção samba canção, sem cueca pur dibacho.

Os cariocas zombano, contano piada de mineiro. Alheio a tudo, o mineirim olhou pro marzão e num se güentô: correu a toda velocidade e deu um mergúio, deu cambaióta, pegô jacaré e tudo mais.

Quando saiu, o carção de ticido finim tava transparente e grudadim na pele. Tudu mundo na praia tava oiano pro tamanho do "amigão" que o mineirim tinha. O bicho ia até pertim do juêio… A turma nunca tinha visto coisa igual. As muié cum sorrisão, os homi roxo dinveja, só tinham olhos pro bicho.

O mineirim intão percebeu a situação, ficou todo envergonhado e gritou:

— Qui qui foi, uai? Seus bobãum… vão dizê qui quando oceis pula na água fria, o pintim doceis num incói tamém?

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Dois marcianos resolveram aterrissar na Terra e aterrorizar os terráqueos.

Depois de pousar com sua nave em uma cidade do interior de Minas Gerais, eles chegaram a um velho posto de gasolina, caindo aos pedaços.

Confundindo uma bomba de gasolina antiga com um ser vivo, os marcianos se aproximaram e um deles falou:

— Mísero Terráqueo, leve-nos ao seu líder!

Ao ver que a bomba não respondia, ele apontou uma arma laser para ela e falou mais alto:

— Terráqueo imundo, obedeça! Leve-nos ao seu líder agora!

O outro marciano, com uma cara de assustado, tentou amenizar a situação:

— Olha, cara... Eu acho melhor a gente deixar quieto...

— Como assim, deixar quieto, mermão? — gritou o marciano armado, puto da vida — Esse terráqueo de merda tem que se submeter à nossa vontade! Obedeça, terráqueo! Senão eu atiro!

A bomba ainda não respondia e o marciano medroso falou mais uma vez:

— Acho que esse cara é casca grossa, brother! Vamos embora enquanto podemos...

— Deixa de ser cagão, rapá! Somos superiores! Vamos fazer este idiota nos obedecer! Por bem ou por mal... Vamos, leve-nos ao seu líder, terráqueo! É a sua última chance!

Como a bomba não respondeu, o marciano disparou a arma, fazendo o posto inteiro explodir em chamas.

A explosão os arremessou chamuscados a metros de distância! Machucado e atordoado, o marciano corajoso perguntou ao amigo:

— Caracas! Você tava certo! Mas como você sabia que esse cara era tão poderoso?

E o amigo respondeu:

— Pô, cara! Você não viu o pau dele? O bicho descia, dava duas voltas no chão, subia e ainda ficava perdurado na orelha!

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Viajando pelo interior de Minas, o sujeito sente seu carro falhar e, sem alternativas, pára no acostamento.

Ele não entende nada de mecânica, mas como não há nada para se fazer, ele abre o capô, mexe de lá, mexe de cá e não chega a nenhuma conclusão, até que ele ouve uma voz misteriosa:

— Foi o cabo da vela que se soltou!

Ele olha para todos os lados, mas não vê ninguém e a voz insiste:

— Veja o cabo da vela. Deve estar solto!

Novamente ele não vê ninguém, além de um cavalo que estava junto à cerca. Então ele examina o cabo da vela e confirma: alí estava o defeito. Aliviado, ele liga o carro e segue o seu caminho. Logo adiante ele pára em um boteco, na beira da estrada para tomar um café e resolve contar o acontecido. Um dos presentes pergunta:

— De que cor era o cavalo que estava junto à cerca?

— Preto! — responde ele.

— Você deu foi sorte... — emenda outro caipira — Porque o cavalo branco não entende nada de mecânica!

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