Piadas de Padres

Num convento de freiras, daqueles bem ortodoxos, a Madre Superiora levanta da cama e exclama:

— Que noite linda! Hoje estou tão feliz que vou até tratar bem as freiras!

Então ela sai do quarto e encontra uma freira no corredor:

— Bom dia, Irmã Josefa. Está com boa aparência. E que bela camisola está a tricotar!

— Obrigada, Madre. A senhora também está muito bem, mas parece que se levantou do lado errado da cama, não?

A Madre não gostou nada do comentário, mas continuou.

Mais adiante, ela encontrou outra freira.

— Bom dia Irmã, Maria! Você parece muito bem! E seu bordado está ficando lindo! Parabéns!

— Obrigado, Madre. A senhora também está com bom aspecto. Mas vê-se que hoje se levantou do lado errado da cama!

A Madre Superiora ficou furiosa, mas seguiu o seu caminho.

Porém, todas as freiras respondiam o mesmo. Assim, quando chegou à quinta freira já estava irritadíssima e resolveu tirar essa história a limpo.

— Bom dia, Irmã Leonor. Por favor, seja sincera. Eu estou com ar de quem se levantou hoje do lado errado da cama?

— Sim, Madre...

— E posso saber por quê?

— É que a senhora calçou as sandálias do Padre Antônio, Madre!

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Um garoto da roça foi buscar o padre da cidade mais próxima para celebrar uma missa no seu povoado.

Montado no cavalo o padre foi exercitando sua habilidade de ventríloquo. Passou uma galinha cacarejando e o padre perguntou:

— O que foi, Dona Galinha?

E imitou uma "voz de galinha":

— Acabei de botar um ovo, padre! Acabei de botar um ovo!

O garoto ficou boquiaberto.

Durante o caminho ele falou com vacas, patos, cachorros e o garoto entendeu essa habilidade do padre como uma dádiva divina.

Entrando no povoado uma cabrita atravessou a estrada e o garoto se apressou em dizer:

— Padre! Não acredita em nada do que essa cabrita fala não, viu? Ela é mentirosa que só ela!

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Um casal tinha dois filhos muito bagunceiros. Eles sabiam que se alguma coisa acontecesse onde moravam, era culpa deles. Um dia, a mãe dos garotos ouviu falar de um padre que sabia como acalmá-los. Ela foi até ele e pediu:

— Seu padre, você pode dar um jeito nesses meus filhos?

E o padre responde:

— Posso sim, mas quero vê-los em horários diferentes na minha igreja.

De manhã, o mais novo vai para a igreja. Chegando lá, senta num banco e aparece o padre, que pergunta:

— Onde está Deus?

O menino começa a suar. Olha pra um lado, pro outro, e o padre repete a pergunta, só que num tom mais severo:

— Onde está Deus?

O garoto começa a suar frio e o padre fala numa voz mais severa ainda:

— Onde está Deus?

O menino apavorado corre pra casa, passa direto pela mãe e se tranca no quarto. O irmão mais velho pergunta pela porta:

— O que aconteceu lá na igreja?

E o mais novo:

— Estamos fodidos. Deus sumiu e acham que foi a gente!

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Toda vez que o padre viajava, o papagaio aproveitava para ligar para a sua família no Amazonas. E ficava horas e horas pendurado no telefone. Até que um dia, o padre teve de voltar antes do esperado e pegou o bicho no flagra.

— Agora eu entendi porque quando viajo a conta telefônica vem tão cara!

— Currupaco! Currupaco! — fez o papagaio. — Não briga comigo não! Juro que não faço mais isso!

— Eu tenho certeza de que não vai mais fazer — ponderou o padre, — depois do castigo que eu vou lhe dar.

E pegando dois pregos enormes, pregou o bichinho na parede com as asas abertas.

— Pronto! Vai ficar aí durante uma semana pra aprender a se comportar.

O papagaio ralhou por algumas horas, mas depois se conformou. Afinal, uma semana não era tanto tempo. Nisso, percebeu que ao seu lado havia um crucifixo.

— Ei, cara! — disse, voltando-se para o crucifixo. — Há quanto tempo você está pregado aí?

Ao que Jesus respondeu:

— Há dois mil anos!

— Puta que o pariu! — surpreendeu-se o papagaio. — Você ligou pra onde?

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Começou a música e um bêbado levantou-se, cambaleando e trocando as pernas, dirigiu-se a uma senhora de preto e pediu:

— Hic... Madame, me dá o prazer dessa dança?

E ouviu a seguinte resposta:

— Não, por três motivos: primeiro, o senhor está bêbado em pleno velório!

— Segundo, porque não se dança o Hino Nacional!

— E terceiro porque "madame" é a puta que o pariu, eu sou o padre!

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O devoto entra na igreja em prantos:

— Padre! Padre! A minha esposa faleceu...

— Mas meu filho! A sua esposa já morreu há mais de seis meses!

— Ah, padre... Eu esqueci de dar a notícia pro senhor... Eu me casei de novo no mês passado...

— Ah! Então, meus parabéns!

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No confessionário, chega um sujeito cabisbaixo e diz:

— Padre, o senhor soube que o Mário morreu?

— Que tristeza, filho... Mas o que aconteceu com ele?

— Ele estava dirigindo o seu carro esportivo em direção à minha casa a toda velocidade e quando ia chegando e tentou parar, os freios falharam e o carro chocou-se no poste. Mário foi lançado pelo teto solar, voou uns 10 metros e acabou se arrebentando contra a janela do meu quarto, no segundo andar!

— Ave Santíssima, que modo horrível de morrer!

— Não padre, ele sobreviveu. E então, no chão do meu quarto, todo arrebentado, sangrando e coberto de vidro, ele tentou se levantar segurando na maçaneta do meu guarda-roupa, que é muito pesado e acabou desabando em cima dele, quebrando vários ossos de seu corpo.

— Pobre Mário! Que morte terrível!

— Não padre, isso machucou muito, mas não o matou! Com muito esforço, ele conseguiu sair debaixo do guarda-roupa, engatinhou até a escada, tentou se levantar apoiando-se no corrimão, mas o peso dele quebrou o corrimão e ele desabou por toda a escada, ficando estatelado no chão com um ferro do corrimão fincado em sua barriga...

— Meu Deus... Mas que horror morrer assim!

— Não, padre, ele não morreu! Ele conseguiu arrancar o pedaço de ferro de sua barriga, engatinhou até a cozinha e tentou se levantar apoiado no fogão, que também não agüentou o seu peso e caiu sobre o pobre coitado... E o pior de tudo é que eu tinha deixado um bolo assando no forno e ele não agüentou o calor, juntou todas as forças e jogou o forno contra os armários. Depois disso ele abriu a geladeira para aliviar as queimaduras com gelo, mas tropeçou e acabou caindo dentro dela, em cima dos comes e bebes, se machucando ainda mais com as prateleiras, e lá ficou, todo ensangüentado...

— Que morte sofrida, Nossa Senhora!

— Não, não! Ele conseguiu sobreviver a isso, padre! Alguns minutos depois ele acordou com muito frio, queimado e com inúmeros ferimentos, viu o telefone na parede e reuniu suas últimas forças para tentar pedir ajuda. Apoiou-se na parede tentou alcançá-lo, mas, ao invés do telefone ele pôs a mão na caixa de fusíveis e zap! Dez mil volts passaram por ele, fazendo-o cair duro...

— Ave Maria! Que fim terrível!

— Não, padre, isso não o matou. Ele se levantou e...

— Espere aí, meu filho! Afinal, como foi que ele morreu?

— Padre... Eu dei um tiro nele... Por isso estou aqui...

— Mas meu filho, você ficou maluco? Por que você atirou no pobre coitado do Mário?

— Ah padre, o cara estava destruindo a minha casa!

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O bêbado chega na igreja lotada e grita:

— Pessoal, tá todo mundo convidado pro pagode lá em casa!

Os fiéis se assustam e o padre tira a cabeça pra fora do confessionário pra ver o que está acontecendo. O bêbado olha pra ele e diz:

— Não precisa ficar nervoso! Você que tá cagando também tá convidado!

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A loira no confessionário:

— Padre, na semana passada eu cometi um pecado muito grave. Assim que saí da casa do meu noivo, encontrei um ex-colega de faculdade e depois de algum tempo conversando, acabamos na cama... Sabe, seu padre, eu sou tão volátil...

— Volúvel, minha filha.

— No dia seguinte, assim que saí da casa do meu noivo, encontrei um outro amigo, com quem havia trabalhado há alguns anos e depois de algum tempo conversando, acabamos na cama... É que eu sou tão volátil...

— Volúvel, minha filha, volúvel.

— E ontem, seu padre, eu ia saindo da casa do meu noivo, aí um cara bem bonitão me ofereceu carona, eu topei e depois de algum tempo conversando, ele acabou me levando para um motel. Eu sou tão vo... como é mesmo a palavra, seu padre?

— Puta, minha filha, puta!

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O caipira vai ao dentista:

— Dotô, quanto custa pra arrancá um dente?

— São cem reais!

— Creio em Deus padre! Só pra arrancá um dente?

— Exatamente!

O caipira virou-se para ir embora, mas pensa um pouco, coça o queixo e pergunta:

— E se for só pro senhor deixá ele mei bambinho?

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Na última aula de catecismo o padre pergunta ao Joãozinho.

— O que você fará para entrar no céu?

— Eu vou ficar ali na porta, entrando e saindo, entrando e saindo, entrando e saindo... até São Pedro ficar de saco cheio. Aí ele vai bronquear: "E aí moleque? Ou sai ou entra de uma vez!". Daí eu entro!

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Era uma cidadezinha pequena, bem na fronteira do Brasil e Argentina. A Igreja fica cheia para a missa das 10: argentinos, brasileiros, o prefeito, etc...

Começa o sermão:

— Irmãos, estamos hoje aqui reunidos para falar dos Fariseus, aquele povo desgraçado como esses argentinos que estão aqui...

— Ohhhhhhh!

O maior tumulto tomou conta da igreja. Os argentinos saíram xingando o padre. Houve briga na porta da igreja. O prefeito levou a mão à cabeça, indignado.

Acabada a confusão, o prefeito foi falar com o padre na sacristia:

— Padre, pega leve, os argentinos vêm para este lado, gastam nas lojas, nos restaurantes, trazem divisas para a cidade. Não faça mais isto.

Durante a semana a conversa entre todos era a mesma: O padre e o sermão do domingo. Aquele zum-zum-zum todo foi fazendo as pessoas ficarem curiosas e querendo saber o que mais tinha acontecido.

Finalmente, chega o domingo seguinte. O prefeito chega na sacristia e comenta com o padre:

— Padre, o senhor lembra do que conversamos antes, não? Por favor, não arrume nenhuma encrenca hoje, certo?

Começa o sermão:

— Irmãos, estamos aqui reunidos hoje para falar de uma pessoa da Bíblia: Maria Madalena. Aquela mulher, a prostituta que tentou Jesus, como essas argentinas que estão aqui. . .

Não deu outra: Pancadaria na igreja, quebraram velas nos corredores, tapas, socos e algumas internações no pronto-socorro da cidade. O prefeito novamente foi ao encontro do padre:

— Padre, o senhor não me disse que iria pegar leve? Padre, se o senhor não amansar, vou escrever uma carta à Congregação e pedir a sua retirada imediata.

Naquela semana, o tumulto era maior ainda. As conversas eram maiores ainda e ninguém perderia a missa do próximo domingo, nem por decreto. Na manhã do domingo, o prefeito entra na sacristia com a polícia e a espalha pela igreja:

— Padre, pega leve desta vez, senão te levo em cana!

A igreja estava abarrotada. Quase não se conseguia respirar de tanta gente. E o padre inicia:

— Irmãos, estamos aqui reunidos hoje para falar do momento mais importante da vida de Cristo: A Santa Ceia.

O prefeito então respirou aliviado. E o padre começa o sermão em seguida:

— Jesus, naquele momento disse aos apóstolos: "— Esta noite, um de vós irá me trair. Então João perguntou: — Mestre, sou eu? E Jesus respondeu: — Não, João, não é você. E Pedro perguntou: — Mestre, sou eu? E Cristo respondeu: — Não, Pedro, não é você. Então, Judas perguntou: — Mestre, acaso soy yo?..."

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Um padre estava distribuindo bíblias para as pessoas venderem e ajudarem na reforma da igreja. De repente, chega um gago oferecendo seus serviços:

— Pa... pa... padre, eu ga... go... gosta... taria de aju... ju... da... dar a ve... ve... nder bi... bi... bíblias!

Comovido com a tentativa de colaborar, o padre deu um lote de Bíblias para o gago. No final da tarde, durante o acerto de contas, o padre ia perguntando para os colaboradores:

— Você, quanto vendeu?

— Vendi duas.

— E você?

— Vendi uma.

— E você, quantas você vendeu? — perguntou para o gago.

— Eu va... ve... ndi tu... tudo.

— Tudo? — espantou-se o padre — Mas como?

— É sa... simples: eu cha... chegava pa... pra pe... pessoa e pa... pe... pe... perguntava: o se... senhor va... vai ca... comprar a bi... bíblia ou ca... quer que... que eu leia?

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Um burro morreu bem em frente duma Igreja e, como uma semana depois, o corpo ainda estava lá, o padre resolveu reclamar com o Prefeito.

— Prefeito, tem um burro morto na frente da Igreja há quase uma semana!

E o Prefeito, grande adversário político do padre, alfinetou:

— Mas Padre, não é o senhor que tem a obrigação de cuidar dos mortos?

— Sim, sou eu! — respondeu o padre, com serenidade. — Mas também é minha obrigação avisar os parentes!

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